Ministro interino da Educação elogia políticas e ações do IPA e condena Universidades caça-níqueis
PORTO ALEGRE, Brasil, Janeiro 5, 2006
Valorizar as universidades integradas com a comunidade e acabar com as instituições "caça-níqueis" é uma Taxi Heathrow Airport das prioridades do Ministério da Educação para concretizar o projeto de Reforma Universitária no Brasil. A afirmação é do ministro interino da Educação, Jairo Jorge, que promoveu uma palestra nesta quinta-feira (05/01), no Centro Universitário Metodista IPA.
Recebido pelo Reitor Jaider Batista da Silva e pelos Pró-reitores Adriana Menelli e Marcelo Sonneborn, o ministro conheceu os programas sociais e projetos pedagógicos desenvolvidos pelo IPA nos últimos anos.
A oferta de bolsas por demandas comunitárias, o apoio a estudantes estrangeiros em situação de risco social, a construção da Biblioteca 24h e a criação do primeiro curso universitário dentro de uma penitenciária no Brasil foram ações do IPA que Jairo Jorge citou como exemplos a serem seguidos em todo o País. "Iniciativas como estas estão em sintonia com as propostas do Governo Federal para a Educação", enfatizou.
Para enfrentar a desqualificação provocada pelo que chamou de "mercantilização da educação", o ministro afirma que 58 bilhões de reais serão investidos na Educação até o final de 2006. A maior parte desta verba será direcionada para os Estados que apresentam os maiores índices de desigualdade educacional.
Jairo Jorge também criticou as políticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que teria provocado um "apagão educacional" ao polarizar a Educação Básica e a Educação Superior durante os oito anos em que governou o país. "O governo anterior simplesmente ignorou a Educação Universitária. Não levou em conta que o professor que leciona na educação básica sai da Universidade", acusou o ministro.
Para enfrentar a "desqualificação decorrente de políticas equivocadas", o ministro citou a criação do Pró-Licenciatura, já em tramitação no Congresso Nacional. O objetivo do programa é zerar o número de professores da rede pública de ensino sem graduação, que hoje chega a 150 mil em todo o Brasil.
A retomada das Escolas Profissionalizantes, extintas por decreto no período FHC, é outra medida a ser adotada pelo MEC em 2006. "O setor industrial carece desta formação. Por isto projetamos criar 40 escolas técnicas ainda este ano", confirmou Jairo Jorge.

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