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Sábado, 10 de Novembro de 2007

Bob Edgar, secretário geral da NCCC [Foto: CIC]
Bob Edgar, secretário geral da NCCC [Foto: CIC]

Katrina pode mudar política nos Estados Unidos

ALC/ENI, GENEBRA, Suiza, Setembro 16, 2005

As conseqüências do furacão Katrina podem mudar o panorama político e religioso do país, disse Taxi Heathrow Airport o secretário geral do Conselho Nacional de Igrejas dos Estados Unidos (NCC, a sigla em inglês), Bob Edgar, em reunião de líderes de igrejas européias e norte-americanas realizada em Genebra.

“O Katrina colocou em evidência o racismo e a pobreza nos Estados Unidos”, declarou Edgar na quarta-feira, 14. Para o secretário geral do NCC, a liderança do presidente George Walker Bush está "em questão" como resultado do furacão que castigou a costa sul dos Estados Unidos no final de agosto.

Em comentário expresso na reunião patrocinada pela Conferência de Igrejas Européias e o NCC, Edgar disse que as principais igrejas protestantes dos Estados Unidos subestimaram as relações entre política e a direita religiosa.

"A maioria de nós não levou a sério a união entre a direita política e a direita religiosa", afirmou o secretário geral do NCC, um pastor metodista que também foi deputado do Partido Democrata, de 1974 a 1987.

"Esse grupo político-religioso conduziu com êxito o país numa direção neo-conservadora, mas não constitui necessariamente uma maioria", advertiu.

Alguns setores da comunidade evangélica e da comunidade republicana ainda estão distantes do presidente Bush, anotou. Isso poderia produzir mudanças em 2006 no cenário político da Câmara dos Deputados, onde o Partido Republicano representa a maioria, e na presidência dos Estados Unidos quando o mandato do presidente Bush acabar, vaticinou Edgar.

O NCC e as igrejas membros, predominantemente protestantes e ortodoxas, estão trabalhando causas comuns com grupos evangélicos em temas como o combate à pobreza e a proteção do meio ambiente, frisou.

Edgar assumiu a direção do Conselho de Igrejas em 2000, quando o organismo enfrentava sérios problemas financeiros. Sob o seu comando o NCC concluiu os últimos três anos sem déficit orçamentário.

"Pensamos, há cinco anos, que o problema do NCC era financeiro, mas não foi isso. O problema do Conselho foi de visão e missão", indicou. Existe dinheiro suficiente, a questão é aplicá-lo na direção correta, concluiu.