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Quinta-feira, 3 de Novembro de 2005

Mais de 700 mil nicaragüenses vivem ilegalmente na Costa Rica

Trinidad Vásquez, MANAGUA, Nicaragua, Setembro 6, 2005

Mais de 700 mil nicaragüenses vivem ilegalmente na Costa Rica, em condições difíceis e dramáticas, Taxi Heathrow Airport agravadas por causa da nova lei de migração adotadas no país, revelou o assessor jurídico do Centro Nicaragüense de Direitos Humanos (CENIDH), Pedro Alberto Contreras.

Contreras disse que a grande maioria dos nicaragüenses que foram para a Costa Rica em busca de melhores oportunidades de trabalho encontra-se em situação irregular por não ter carteira de identidade ou certidão de nascimento. "São milhares", frisou.

"A situação dos nicaragüenses é mais grave na província de Limón, na costa do Caribe, porque a nova lei de migração costarriquenha impõe novas restrições legais", sublinhou.

O assessor jurídico indicou que o CENIDH acompanha os nicaragüenses no processo para regularizar sua situação na Costa Rica e continua denunciando os casos de violação dos direitos humanos nos fóruns públicos.

Contreras conversou com jornalistas durante atividades da Semana do Migrante, que este ano enfatiza o tema da proteção dos direitos humanos. O evento, promovido pela Rede Nicaragüense da Sociedade Civil para as Migrações (RCNM) e o Alto Comissionado das Nações Unidas de Ajuda aos Refugiados (ACNUR), teve início nesta segunda-feira, 5.

O programa da Semana do Migrante foi aberto com ato litúrgico e oração pelos migrantes, a cargo de quatro igrejas batistas da capital, e a convocação para um concurso escolar sobre o tema.

A delegada do ACNUR em Manágua, Blanca Fonseca, disse o Centro de Retenção Temporal da Direção de Migração e Estrangeiros cuida, atualmente, de 40 a 70 migrantes, procedentes da Colômbia, de Cuba e de outros países latino-americanos, que tentavam ir aos Estados Unidos de forma ilegal.