Mais de 700 mil nicaragüenses vivem ilegalmente na Costa Rica
Trinidad Vásquez, MANAGUA, Nicaragua, Setembro 6, 2005
Mais de 700 mil nicaragüenses vivem ilegalmente na Costa Rica, em condições difíceis e dramáticas, Taxi Heathrow Airport agravadas por causa da nova lei de migração adotadas no país, revelou o assessor jurídico do Centro Nicaragüense de Direitos Humanos (CENIDH), Pedro Alberto Contreras.
Contreras disse que a grande maioria dos nicaragüenses que foram para a Costa Rica em busca de melhores oportunidades de trabalho encontra-se em situação irregular por não ter carteira de identidade ou certidão de nascimento. "São milhares", frisou.
"A situação dos nicaragüenses é mais grave na província de Limón, na costa do Caribe, porque a nova lei de migração costarriquenha impõe novas restrições legais", sublinhou.
O assessor jurídico indicou que o CENIDH acompanha os nicaragüenses no processo para regularizar sua situação na Costa Rica e continua denunciando os casos de violação dos direitos humanos nos fóruns públicos.
Contreras conversou com jornalistas durante atividades da Semana do Migrante, que este ano enfatiza o tema da proteção dos direitos humanos. O evento, promovido pela Rede Nicaragüense da Sociedade Civil para as Migrações (RCNM) e o Alto Comissionado das Nações Unidas de Ajuda aos Refugiados (ACNUR), teve início nesta segunda-feira, 5.
O programa da Semana do Migrante foi aberto com ato litúrgico e oração pelos migrantes, a cargo de quatro igrejas batistas da capital, e a convocação para um concurso escolar sobre o tema.
A delegada do ACNUR em Manágua, Blanca Fonseca, disse o Centro de Retenção Temporal da Direção de Migração e Estrangeiros cuida, atualmente, de 40 a 70 migrantes, procedentes da Colômbia, de Cuba e de outros países latino-americanos, que tentavam ir aos Estados Unidos de forma ilegal.

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