Luteranos vão intensificar luta contra HIV/Aids
Fernando Oshige, JERUSALÉM, Setembro 6, 2005
As igrejas luteranas comprometeram-se a intensificar o trabalho de prevenção e luta contra o HIV/Aids, Taxi Heathrow Airport e pedirão aos Estados Unidos que levante as condições para países receptores do Fundo Presidencial de Ajuda de Emergência.
Esses compromissos foram formulados, na segunda-feira, 5, na reunião do Conselho da Federação Luterana Mundial (FLM), em resposta ao efeito devastador e ao enorme sofrimento que o HIV/Aids causa no mundo.
Apesar das inúmeras campanhas, segundo a Organização Mundial da Saúde o vírus continua propagando-se no globo a um ritmo de mais de 17.5 mil infectados por dia. Caso o vírus continuar a se alastrar nessa proporção, em 2020 terá causado a morte de 70 milhões de pessoas.
A FLM é o único organismo religioso mundial que recebeu substancial aporte do Fundo Global de Luta contra a Aids, Tuberculose e Malária. Ela realiza, há anos, trabalho de acompanhamento das igrejas na tarefa de atenção médica e pastoral aos portadores do HIV/Aids.
O Conselho é o organismo diretivo da FLM, e esteve reunido em Belém de 31 de agosto a 6 de setembro. O Conselho pediu às igrejas dos Estados Unidos que reivindiquem de seu governo uma revisão das condições para o uso do Fundo Presidencial de Ajuda ao Plano de Emergência.
O Conselho clama, em especial, por maior liberdade aos países receptores na escolha do método de prevenção do HIV, assim como o uso deste fundo, sem (restrições), para importar medicamentos genéricos e provar materiais de qualquer fornecedor no mercado.
O Conselho manifestou preocupação com os problemas registrados no comércio internacional de genéricos, especialmente na Índia, por causa das pressões que buscam o cumprimento das regulamentações da Organização Mundial do Comércio (OMC).
“Pedimos a OMC que assegure que tais regras não impeçam o acesso aos medicamentos retrovirais, tão efetivos no tratamento dos portadores do HIV/Aids”, manifestou o Conselho da FLM.
O organismo luterano expressou apoio às iniciativas da Organização Mundial da Saúde, que prevê o tratamento de três milhões de pessoas ao final deste ano, assim como do Grupo dos 8 (7 países mais industrializados e a Rússia) para oferecer acesso universal ao tratamento, tendo como prazo limite o ano de 2010.

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