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Quinta-feira, 3 de Novembro de 2005

Aulas de ensino religioso evangélico devem começar em 2006

COYHAIQUE, Chile, Agosto 11, 2005

 O vacilo de autoridades municipais em implementar o ensino religioso evangélico para alunos que professam Taxi Heathrow Airport essa fé foi respondido pelo prefeito David Sandoval, de Coyhaique, capital da XI Região. Ele disse que "as normas não estão sujeitas a acordo, elas devem ser aplicadas".

Sandoval declarou ao Diário de Aysén que não existem limitações que impeçam as crianças evangélicas da cidade de contarem com aulas de religião a partir de 2006. O único requisito é que os pais expressem de modo claro a confissão religiosa de seus filhos no momento da matrícula. Estima-se que 16% da população são membros de alguma igreja evangélica no Chile.

A partir do próximo ano, as escolas da jurisdição deverão oferecer educação religiosa evangélica, também ensino religioso católico, segundo norma da Secretaria Regional da Educação. A maioria das escolas da região é pública e municipal.

"As crianças que professam a religião evangélica têm os mesmos direitos de receber aulas de religião da nossa fé, assim como acontece com as crianças que professam a fé católica", comentou o pastor Javier Gallegos, da Igreja Assembléia de Deus Autônoma de Coyhaique e representante do Comitê Nacional de Educação Evangélica (Conaev).

Na capital regional só um estabelecimento municipal oferece aulas de ensino religioso evangélico. A razão apresentada pelas autoridades é que não há recursos para a contratação de professores, embora líderes evangélicos sustentem que os prefeitos que mantêm estreito relacionamento com a Igreja Católica não se mostraram interessados em aplicar a medida.

O prefeito de Coyhaique rejeitou a versão que fala de certa dificuldade para implementar a norma por razões econômicas. "Isso não é um tema de recursos nem de falta de vontade, mas é, fundamentalmente, um tema de cobertura, basicamente de ordenamento. É um tema prático", disse.

O secretário de Educação, Nelson Maldonado, afirmou que a legislação chilena favorece a diversidade e a liberdade de culto, embora admita que por razões de costume a maioria dos colégios só ministre ensino religioso católico.

"Eu creio que o tema de ministrar ou não aulas de ensino religioso evangélico tem a ver com a questão de vontade", afirmou, depois de propor algumas estratégias para que elas não signifiquem maiores custos, como reunir os alunos evangélicos de vários graus e usar a hora de livre disponibilidade.