![Expresidente Carter é a favor do diálogo interreligioso. [Foto: Manuel López]](/picture/Carter.jpg)
Jimmy Carter encabeça compromisso batista pelo diálogo inter-religioso
Manuel López, LA CORUÑA, España, Agosto 5, 2005
O secretário geral da Aliança Batista Mundial (ABM), Denton Lotz, qualificou como “decididamente positivo” o Taxi Heathrow Airport balanço do Congresso Centenário dessa organização, reunido em Birmingham, Grã-Bretanha, de 27 a 31 de julho.
“Pudemos ver o movimento batista mundial em sua diversidade e sua vivacidade”, afirmou. “Oramos, discutimos, evangelizamos, dialogamos”, anotou, para concluir que “essa é nossa missão no século XXI”.
A participação de delegados e visitantes foi um recorde: cerca de 12 mil pessoas provenientes de 160 países. O abandono da casa comum dos batistas decidido unilateralmente no verão passado pela prepotente Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos (SBC a sigla em inglês) foi amplamente compensada com a adesão de 200 novas igrejas no seio da ABM, muitas delas dos Estados Unidos.
Cabe destacar o fato de que a deserção da SBC não foi seguida pela União de Mulheres da própria CBS. Também permaneceram na AMB ou retornaram ao seu meio as Convenções de Tejas e de Virginia.
O Congresso não era de caráter deliberativo, mas meramente testemunhal, e preparou um megaculto repleto de intervenções musicais de todos os rincões do planeta. A diferença da versão oficial, é que houve muito menos discussão e diálogo do que espetáculo religioso musical. Os organizadores se deram conta disso, como demonstra o fato de que a cada dia foram mais freqüentes as chamadas através dos telões instalados no recinto, solicitando segundos de silêncio e de recolhimento.
Uma nova e cheia de esperança etapa para a ABM se abre agora como a nomeação de David Coffey como presidente do organismo batista para o período 2005-2010. Diante do mandato do presidente anterior, o coreano-norte-americano Billy Kim, marcado pela progresiva adoção de posições carismáticas, a presidência de Coffey nasce já marcada por um piscar de olhos aberto ao movimento ecumênico.
Um dos 37 pontos da “Mensagem de Birmingham”, documento que sustenta as bases para uma revisão e atualização da Confissão de Fé batista, refere-se expressamente ao compromisso ecumênico dessa família denominacional em termos de maior esperança que se podia imaginar: pedir perdão por ter trabalhado pouco pela unidade dos cristãos.
Um dos grupos de trabalho estratégico para o novo qüinqüênio é o de “Relações Intercelsiais”, cuja tarefa se estende ao diálogo inter-religioso, além do campo interdenominacional das igrejas evangélicas.
O ex-presidente dos Estados Unidos e orador principal no evento, Jimmy Carter, fez uma declaração ecumênica. “Todas as grandes confissões, como o cristianismo, o judaísmo, o islamismo e o hinduismo têm como princípios básicos a paz, a justiça, a hospitalidade, a verdade e a ajuda ao sofredor”, disse.
Com tal afirmação, Carter estava fazendo um chamamento aos batistas, para que se concentrem nesses valores e trabalhem juntos numa frente comum das religiões contra o terrorismo.

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