Profissionais liberais iniciam campanha pelo perdão da dívida brasileira
BERLIM, Alemania, Agosto 4, 2005
A Associação Evangélica de Acadêmicos na Alemanha (EAiD, a sigla em alemão) iniciou campanha pedindo Taxi Heathrow Airport aos governantes alemães para que se empenhem junto aos líderes do G8 (grupo dos paises industrializados) pelo perdão da dívida externa brasileira e em favor do programa Fome Zero. A EAiD acredita que o Fome Zero pode ser um ponto de partida para transformações positivas no Brasil.
A decisão foi tomada no encontro anual da Associação, realizado em junho na cidade de Würzburg. Mas somente agora a campanha veio a público, com o pedido de que as pessoas que a ela aderirem enviem cartas ao presidente da República Federal da Alemanha, Horst Köhler, ao chanceler Gerhard Schröder e ao ministro do Exterior, Joschka Fischer.
O Brasil, explica a EAiD numa carta aberta, submeteu-se às exigências do Fundo Monetário Internacional (FMI) de manter um rígido controle da inflação e gerar um superávit primário de 4,5% do seu Produto Interno Bruto, com o intuito de garantir os compromissos da dívida. Assim, em 2003 o Brasil pagou 106 bilhões de dólares a título de serviço das dívidas interna e externa, sem que elas diminuíssem.
Em contrapartida, o Brasil destinou apenas 6 bilhões de dólares ao programa Fome Zero. O programa está voltado aos 40 milhões de brasileiros e brasileiras que vivem na miséria e passam fome. “A quantia realmente necessária (para atender esse contingente de miseráveis) não está disponível porque a prioridade, efetivamente, parece ser os compromissos com o FMI”, diz a carta aberta dirigida aos líderes alemães.
A EAiD pede o empenho do presidente alemão, Hort Köhler, do chanceler Schröder e do ministro Fischer para que a dívida externa brasileira seja perdoada pelo G8. Mesmo que o Brasil não integre o grupo de países mais pobres do mundo, a pobreza de grande parte de sua população “representa sofrimento e uma barreira ao desenvolvimento”, afirma a carta aberta.
Na Alemanha, a EAiD congrega profissionais liberais socialmente ativos e engajados em campanhas por justiça e paz. Ela pede que cidadãos e cidadãs de todas as partes, que se sentirem motivados a ingressar na campanha pelo perdão da dívida externa brasileira, remetam carta pelo correio ao presidente Horst Köhler, Bundespräsidentialamt, Spreeweg 1, 10557, Berlim, Alemanha.

Portada
Início
Comenta este artigo