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Segunda-feira, 22 de Agosto de 2005

Hugo Lévano, editor da ALC, faleceu o domingo 26 de junho. [Foto ALC]
Hugo Lévano, editor da ALC, faleceu o domingo 26 de junho. [Foto ALC]

Comunicadores rendem tributo a Hugo Lévano

LIMA, Perú, Junho 28, 2005

Os restos mortais do jornalista Hugo Lévano, que faleceu no domingo, em Lima, aos 81 Taxi Heathrow Airport anos de idade, vítima de males respiratórios, foram enterrados nesta terça-feira na localidade de Callahuanca, a 50 km a leste da capital peruana.

Hugo Lévano era filho do defensor de direitos sociais Delfín Lévano, que, junto com outros líderes sindicais, brigou no início do século passado pelas oito horas diárias de trabalho. Era também um dos mais reconhecidos jornalistas da imprensa nacional e evangélica, da qual participou ativamente desde o ano de 1997, quando assumiu o cargo de editor da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC).

"Com a morte de Hugo Lévano perdemos um jornalista evangélico histórico. Talvez mais conhecido no âmbito da imprensa secular, mas um jornalista e um homem que deixa uma indestrutível recordação entre os que o conheceram como homem de imprensa, comprometido com a verdade", disse Rafael Goto, presidente do Conselho Nacional Evangélico (CONEP).

Goto é pastor e jornalista. Ele assinalou que Lévano foi um dos poucos evangélicos que souberam se entregar à vocação jornalística e de serviço à sociedade, sem a angústia de rotular-se como evangélico. "Seus valores cristãos, sua fé, seus princípios evangélicos fizeram dele um profissional, cidadão e homem cabal", afirmou o líder do CONEP no velório, segunda-feira, junto à Igreja Batista Ebenezer.

O diretor do Instituto de Estudos da Comunicação, Rolando Pérez Vela, disse que a lição mais importante que Lévano deixa "é a da consistência e da coerência ética que o exercício jornalístico exige. Suas matérias permitiam encontrar-nos com um obstinado defensor e promotor da justiça e da dignidade humana. Nas tertúlias jornalísticas ele frisava a importância de que o jornalista cristão devia caminhar de mãos dadas com a verdade", comentou.

Órfão de pai e mãe, Lévano teve que trabalhar desde cedo como jornaleiro. Fiel herdeiro do legado de seu pai, Hugo foi um defensor dos direitos sociais. Foi preso por causa de seus ideais e tornou-se jornalistas autodidata.

Hugo Lévano trabalhou como redator da Agência France Press durante 30 anos; foi colaborador dos diários "A República" e "O Nacional" e há oito anos era editor da ALC.

Foi membro ativo da Igreja Batista por mais de 40 anos. "Com a partida de Hugo Lévano, a igreja evangélica perdeu um dom de Deus. Espero que outros se levantem como ele, cristãos de fé arraigada e profunda, que vivam plena e intensamente no coração do mundo, da cultura, da ação", afirmou Goto.


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