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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

Diaconia valoriza a resiliência

Micael Vier B., FLORIANÓPOLIS, Brasil, Junho 13, 2005

Um novo conceito – resiliência – começa a circular no âmbito da diaconia. Resiliência é Taxi Heathrow Airport a capacidade que as pessoas têm de se reconstruírem depois de enfrentarem uma situação adversa.

“Espiritualidade e resiliência” foi o tema do Encontro Geral da Comunhão Diaconal (COD), realizado nos dias 26 a 29 de maio em Florianópolis, e que reuniu mais de 60 diáconos e diaconisas da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB).

O assessor de formação do Sínodo Vale do Itajaí, pastor Paulo Butzke, falou da espiritualidade luterana, enfocando exercícios espirituais desenvolvidos pelo reformador Martim Lutero.

A irmã missionária Susana Rocca, católica, apresentou palestra no evento sobre resiliência. Pessoas resilientes, disse, oferecem sentido à vida e, munidas de fé e força de vontade, conseguem caminhar em frente e atingir os ideais almejados.

Rocca é psicóloga formada no Uruguai, além de teóloga com especialização em aconselhamento pastoral. Ela citou o psicanalista austríaco Victor Frankl, que permaneceu anos confinado pelos nazistas no campo de concentração de Auschwitz, na Alemanha, como o mais claro exemplo de resiliência.

Além de oferecer sentido à sua existência, Frankl observou que pessoas saudáveis, mas que não vislumbravam um sentido pelo qual lutar, acabavam mortas em Auschwitz. Outras, mais debilitadas, mas capazes de perseguir um ideal maior e providas de força espiritual, conseguiam resistir aos horrores daquele lugar.

A irmã Rocca destacou a importância do que chamou de “tutores de resiliência”, ao evidenciar o papel vital que determinadas pessoas exercem na reabilitação de outras. “Um tutor de resiliência pode ser um pai, uma mãe, um pastor, um amigo, um professor ou qualquer outra pessoa que atue como um pilar, ajudando-nos a procurar uma saída possível e compartilhando os nossos problemas”, anotou.

Os próprios diáconos e diaconisas afirmaram no encontro de Florianópolis a necessidade de não só fornecerem ajuda, mas também de se deixar cuidar por outros.

Embora se ouça falar muito em espiritualidade, essa palavra poder estar esvaziada de conteúdo nos dias atuais e ficar apenas na superficialidade do termo. “Muitas vezes as espiritualidades variam de acordo com as culturas e o momento histórico, sendo obrigadas a assumir novos rostos e contornos diante de situações diferentes”, arrolou Rocca.

No encontro, diáconos e diaconisas analisaram a Espiritualidade sob os enfoques da aproximação histórica, da aproximação pessoal, de rituais e métodos, da leitura orante da Bíblia e da resiliência com meditação.