Escritor espanhol apresenta livro de líder evangélico revolucionário
José Aurelio Paz, HAVANA, Cuba, Maio 27, 2005
O livro “Frank Pais: Um líder evangélico da revolução cubana” foi apresentado, ontem, nesta capital, Taxi Heathrow Airport pelo seu autor, o jornalista e escritor espanhol Juan Antonio Monroy.
O autor explicou que o livro surgiu depois de ele conhecer a história do jovem batista que foi assassinado pela ditadura de Fulgencio Batista durante os episódios sangrentos anteriores ao triunfo de Fidel Castro, em 1959.
Para escrever o livro, Monroy deixou de lado outros projetos para se dedicar à fascinante história do filho do pastor evangélico espanhol, reverendo Francisco País.
Não foi o fato de que Frank fora um jovem combatente o que moveu Monroy a escrever o livro. Nem o fato de ser um leigo e batista, mas essa força de ideal de homem jovem comprometido com as suas convicções, a ponto de morrer por elas, relatou o autor na apresentação do livro, que teve lugar no Centro de Estudos Martianos, em Havana.
"Um ideal desses homens que não se resignam a crer que a terra não é mais que terra e dirigem seu olhar para além das estrelas", disse Monroy para uma platéia de personalidades do mundo religioso, intelectual e político de Cuba.
Profundo estudioso da obra de Miguel de Cervantes, Monroy, que tem 38 livros publicados e cerca de três mil artigos escritos, contou que vê em Frank um outro Quixote, à sua maneira e em seu tempo, capaz de dizer a seus verdugos para apertarem a lança contra o seu corpo antes de renunciar aos seus ideais.
Humano e sentimental, poeta de grande sensibilidade artística e pianista da Primeira Igreja Batista de Santiago de Cuba, Frak País García, que chegou a ser o segundo homem de Fidel Castro na luta clandestina na cidade, morreu aos 23 anos de idade.
Irmão de Josué País, outro mártir da etapa revolucionária, Frank caiu abatido pelas balas dos capangas de Batista no dia 30 de julho de 1957, no chamado Callejón del Muro, dessa cidade oriental.
A história contada por Monroy, que ocupou durante anos o cargo de presidente da Federação de Entidades Religiosas da Espanha (FEREDE), adquire matizes novos sobre o já escrito, por ser uma visão que vem de fora da Ilha.

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