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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

Pentecostalismo: uma religião dos pobres

Manuel Quintero, ATENAS, Grecia, Maio 10, 2005

O teólogo coreano Wonsuk Ma definiu o pentecostalismo como uma "religião dos pobres", mas não Taxi Heathrow Airport "para os pobres", na conferência em que analisou o papel da pneumatologia (teologia do Espírito Santo) na missão carismática e pentecostal.

Ma foi missionário nas Filipinas a partir de 1979. Ele apresentou sua palestra na primeira sessão plenária da conferência sobre missão e evangelização, que se realiza no centro recreativo Agios Andreas, nas cercanias da capital grega e que, pela primeira vez na história do evento, conta com uma significativa representação de igrejas pentecostais.

São as pessoas socialmente deslocadas, marginalizadas pela sociedade e as próprias igrejas que encontram tal solidariedade entre elas que "forjam uma cultura social e espiritual onde a desesperança encontra um espaço para experimentar a graça e o poder de Deus".

Esse "paraíso para os deserdados" constitui uma força dominante que faz do cristianismo pentecostal uma "religião dos pobres", explicou o teólogo coreano. Além de ser uma religião que representa os "pobres", o núcleo da pneumatologia carismática e pentecostal consiste em que o poder recebido do Espírito Santo os capacita para o testemunho, explicou Ma, que representa a Sociedade Pentecostal da Ásia na conferência.

Ao receber o poder do Espírito Santo, os crentes pentecostais respondem ao chamado de Deus para serem suas testemunhas até os confins da terra. Opera-se assim uma "democratização do ministério", que envolve o conjunto da comunidade em uma variedade de formas e ações missionárias e de serviço, sob a inspiração do Espírito Santo, explicou Ma.

Este fenômeno foi batizado, em círculos acadêmicos, como o "profetismo de todos os crentes", uma fórmula que, na opinião do teólogo filipino, enriqueceria a tradicional noção reformada do "sacerdócio de todos os crentes".

Ma sublinhou que o explosivo crescimento das igrejas, especialmente em países não-ocidentais, é um claro exemplo do importante papel que o pentecostalismo desempenha na missão cristã deste século, e também reconheceu que "os cem anos de história do movimento carismático pentecostal constituem uma infeliz combinação de empoderamento do Espírito e limitações humanas".

O teólogo reconheceu a necessidade de uma relação construtiva com as igrejas históricas. Os pentecostais são como "o garoto novo no bairro", têm muito que aprender das igrejas históricas com suas ricas tradições. Ao mesmo tempo, disse, "a aparição de um novo movimento como o pentecostalismo serve como um lembrete de Deus ao seu povo acerca do mandamento missionário no mundo", concluiu.