Evangélicos preparam vigília pela justiça e não-violência
William Delgado, BOGOTA, Colombia, Maio 4, 2005
Em ato de solidariedade com as "Comunidades de paz e com uma mobilização internacional, a Taxi Heathrow Airport Justapaz, Pão e Paz, Igreja Evangélica Luterana da Colômbia, Equipes Cristãs de Ação pela Paz e a Igreja Menonita preparam para a sexta-feira, 6 de maio, uma vigília não-violenta e pacifista em frente à embaixada dos Estados Unidos em Bogotá.
Simultaneamente, organizações sociais, comunidades de fé e pessoas comprometidas política e socialmente nos Estados Unidos e no Canadá vão se reunir em frente aos consulados colombianos e do Departamento de Estado dos EEUU em pelo menos 12 cidades para expressar solidariedade com as comunidades e territórios de paz da Colômbia.
As mobilizações vão pedir ao governo dos EEUU que ele negue a certificação ao apoio militar para a Colômbia, até que ocorra uma investigação e um processo da justiça ordinária e não militar para apurar responsabilidades sobre atrocidades cometidas em San José de Apartadó. Segundo as comunidades atingidas, membros do exército nacional foram os atores de tais atos.
Também vão pedir que os EEUU façam uma declaração pública condenando os massacres.Com essas vigílias internacionais, o movimento internacional de solidariedade com as comunidades e territórios de paz quer resgatar o Dia da Mãe, que originalmente foi um protesto de mães contra a guerra civil dos EEUU no ano de 1870.
Em 2005, a comunidade internacional está comemorando este dia com uma chamada à justiça e à proteção para as comunidades e os territórios de paz na Colômbia, incluindo San José de Apartadó, Toribío, Cauca, e todas as comunidades que buscam uma paz duradoura através da não-violência e da justiça, indicou a Justapaz, da igreja Menonita.
Justapaz declarou que "a administração do presidente Uribe está culpando as vítimas" do massacre enquanto que a embaixada dos EEUU permanece em silêncio. Ao invés de dar condolências à comunidade de San José de Apartadó e iniciar investigações diante das graves acusações contra os militares, o governo da Colômbia está perseguindo a comunidade por resistir a presença de todos os atores armados, inclusive das Forças Armadas da Colômbia, denuncia a organização.
O vice-presidente da República, Francisco Santos, citou as FARC como responsáveis pelo massacre, mesmo antes de darem início a qualquer tipo de investigação a respeito.
A embaixada dos EEUU em Bogotá não denunciou o massacre e nem pediu que seja investigado. O apoio dos Estados Unidos depende da observância pelo Exército de certas regras de direitos humanos. Ao conceder a certificação nessas condições, o governo norte-americano estaria dizendo que o não-cumprimento daquelas normas seria aceitável.
As organizações de direitos humanos e igrejas pedem ao governo da Colômbia para que realize uma "investigação transparente" e instaure processo na justiça ordinária e não militar para julgar os responsáveis pelas atrocidades em San José de Apartado.
Pedem, ainda, que o governo ofereça medidas de proteção à comunidade consultando os habitantes atingidos, como exige a corte Inter-Americana de Direitos Humanos; que o governo respeite a necessidade da comunidade e que as medidas de proteção não incluam a presença de forças armadas do Estado dentro das áreas com população civil.
Organizações como Fellowship of Reconciliation, Interreligious Taskforce (Cleveland), Associação de Estudantes Latinos e Latinoamericanos American Friends Service Committee! , Amnesty International, Chicago Religious Leadership Network, Chicagoans for a Peaceful Colombia, Colombia Human Rights Committee, Disarm, Lutheran World Relief, Mennonite Central Committee - Washington Office, Pax Christi USA , Presbyterian Peace Fellowship, School of the Americas Watch, Social and International Ministries, Jesuit Conference, Sojourners, United Church of Christ, Justice and Witness Ministries y Witness for Peace en EEUU y Canadá, integram a campanha de solidariedade com as comunidades e territórios de paz na Colômbia.

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