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Sábado, 24 de Setembro de 2005

Bispos brasileiros manifestam lealdade a Bento XVI

BRASÍLIA, Brasil, Abril 21, 2005

Em mensagem ao papa Bento XVI, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) congratula-se Taxi Heathrow Airport pela sua eleição como pastor universal da Igreja Católica e manifesta a "plena e leal adesão ao seu Magistério, junto com a filial devoção dos católicos do nosso país".

A nota vem assinada pelo vice-presidente da CNBB, dom Antônio Celso de Queiroz. Ela assinala que os bispos brasileiros estão unidos em prece, pedindo que o Espírito Santo ilumine o novo papa no ministério petrino "e para que o seu pontificado seja pleno de ricos frutos para a Igreja e o mundo inteiro".

Em São Leopoldo, sede da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), uma instituição da ordem dos jesuítas, o reitor Aloysio Bohnen saudou a escolha de Ratzinger como Bento XVI, numa homenagem a Bento XV (1914-1922), que enfrentou a Primeira Guerra Mundial e marcou o seu pontificado pela abertura, modernização e solidariedade.

"Para os progressistas, a indicação poderá ser vista como uma decepção, mas Ratzinger sempre foi um homem fiel à Igreja e um excelente teólogo", destacou o reitor. O oitavo sumo pontífice de origem alemã fala dez línguas e tem no seu currículo sete doutorados honorários.

Já o pró-reitor acadêmico da Unisinos, padre Pedro Gilberto Gomes, não escondeu sua decepção. "Não era o meu candidato, não tem o carisma midiático de João Paulo II, ainda que isso não seja necessário. Ele fará a linha dura da disciplina acima de tudo e não discutirá a agenda social como bioética, celibato e posição da mulher", declarou Gomes para o JU Online.

Ainda assim, Gomes tem esperança de que assuma o pontificado o teólogo Ratzinger, famoso por suas aulas em Munique, e não o cardeal Ratzinger, que por 23 anos foi o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.


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