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Quarta-feira, 27 de Abril de 2005

Partido Caminho Cristão pede dissolução dos poderes do Estado

Trinidad Vásquez, MANAGUA, Nicaragua, Abril 21, 2005

O presidente do Partido Caminho Cristão (PCC), deputado Guillermo Osorno, declarou que a única forma Taxi Heathrow Airport de resolver a crise institucional que a Nicarágua vive é dissolvendo os poderes do Estado e  convocando uma assembléia constituinte.

"Não me importa ficar sem salário e perder a imunidade, contanto que se restabeleça a tranqüilidade", disse Osorno, ontem. Ao falar à imprensa, a capital do país estava tumultuada por causa do protesto dos estudantes pela elevação da tarifa de ônibus. As universidades suspenderam as aulas, na terça-feira.

O presidente do PCC afirmou que o líder da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), Daniel Ortega, e o ex-presidente Arnoldo Alemán, processado por corrupção, têm em seu poder o Supremo Conselho Eleitoral, o Poder Jurídico e a Controladoria, e ameaçam processar o presidente Enrique Bolaños, por suposto delito eleitoral.

"Creio que o primeiro mandatário, chefe das Forças Armadas, tem toda a autoridade de recorrer ao Exército e decretar o estado de emergência", declarou Osorno. O jurista e dissidente do Partido Liberal Constitucionalista (PLC), Sergio García Quintero, concordou com Osorno.

Em declarações ao Novo Diário, García disse que a única forma de resolver a crise institucional da Nicarágua, que perdura há quatro meses, é a dissolução dos poderes do Estado. "Creio que não teria no mundo um golpe de estado mais festejado como o da Nicarágua", argumentou.

O jurista disse que a forma de voltar à tranqüilidade seria criar uma junta de governo, para que fossem convocadas eleições de uma constituinte.

O chefe da bancada sandinista, Edwin Castro, advertiu o presidente Bolaños que ele deve arregaçar as mangas e agir o mais cedo possível na busca de soluções para a crise do país. Agregou que o presidente dedicou-se a viajar e não se preocupou em exercer um bom governo.

"Creio que é necessário ir pensando em outras alternativas", propôs Castro, o que foi interpretado como uma proposta de destituição do primeiro mandatário por incapacidade, como aconteceu com Lucio Gutiérrez, do Equador.


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