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Terça-feira, 6 de Setembro de 2005

Papa diz que unidade das igrejas será prioridade

ROMA, Italia, Abril 20, 2005

 O papa Bento XVI, eleito ontem pelo Colégio de Cardeais, sustentou hoje que fará tudo Taxi Heathrow Airport o que puder para promover a unidade das igrejas cristãs e de alcançar outras religiões.

Dirigindo-se em latim aos cardeais reunidos na Capela Sistina, o papa disse que sua "primeira tarefa" será "trabalhar, sem poupar energias, para reconstituir a plena e visível unidade de todos os seguidores de Cristo".

Ele está consciente de que "mostrar bons sentimentos não é suficiente para isso. São necessários fatos concretos que entrem na alma e movam consciências", agregou.

Bento XVI indicou que está "totalmente determinado a cultivar qualquer iniciativa que possa parecer apropriada para promover contatos e entendimentos com representantes das diferentes igrejas e comunidades eclesiais".

Ele exortou para que se continue tecendo "um diálogo aberto e sincero" com as pessoas de outras confissões e com aqueles que estão simplesmente esperando resposta aos problemas fundamentais da vida.

A eleição do cardeal alemão Joseph Ratzinger como Sumo Pontífice católico foi comentada hoje pelo reverendo Samuel Kobia, secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI).

"Rogamos a nosso comum Senhor, Jesus Cristo, pedindo-lhe que vosso pontificado fortaleça os instrumentos de trabalho conjunto existentes e abra iniciativas para novas formas de cooperação entre a Igreja Católica e o CMI", disse Kobia em mensagem ao Pontífice.

O CMI congrega a maioria das denominações protestantes e ortodoxas do mundo, e a Igreja Católica coopera com esta instituição em numerosos programas.

O nível de confiança e abertura estabelecido permitiu um diálogo aberto e franco e contribuiu para superar dificuldades, anotou Kobia.

Kobia é pastor metodista do Quênia. Ele frisou que é uma "prioridade pastoral" para as igrejas transmitir seus recursos espirituais a um mundo onde a violência, a injustiça, a pobreza e a epidemia de HIV/Aids estão devastando tantas vidas.

Anteriormente, o cardeal Walter Kasper, que durante o pontificado de João Paulo II foi presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, declarou à cadeia de televisão CNN que a eleição de Ratzinger era "um bom sinal" para o movimento ecumênico.

"Num primeiro encontro, breve, que tive com Ratzinger depois de sua eleição, ele disse-me: 'Bom, agora trabalharemos juntos, caminharemos juntos, na senda da unidade das igrejas'", contou Kasper. Os dois se conheceram em Münster, Alemanha, onde foram professores de Teologia nos anos 60 do século passado.

O presidente da Federação Italiana de Igrejas Protestantes, Gianni Long, disse que para os protestantes italianos a eleição de Bento XVI gerou grandes expectativas.

"Esperamos que ele continue no espírito do Concílio (Vaticano II) e promova o diálogo ecumênico para tratar alguns problemas ainda não resolvidos, como é o caso da divisão na mesa da Ceia do Senhor", apontou Long.


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