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Sábado, 30 de Abril de 2005

Cristãos preparam-se para o Domingo da Ressurreição

José Aurelio Paz, HAVANA, Março 25, 2005

Às vésperas do Domingo da Ressurreição, evangélicos cubanos aprofundam sua fé no Cristo vivo e Taxi Heathrow Airport presente, como manifestou o poeta espanhol Antonio Machado no poema La Saeta, que popularizou, anos atrás, Joan Manuel Serrat.

Nos cultos da Semana da Paixão, celebrados em toda a Ilha, mais que enfatizar o aspecto da agonia, exalta-se um Jesus como expressão de vida e esperança abundante para os pobres e oprimidos.

Diversos dramas e cantatas servem de elemento artístico à representação da vida do Mestre, enquanto que o chamado Sermão das Sete Palavras é um elemento obrigatório na liturgia.

A Igreja Católica, como é habitual, repartiu o ramo de palma abençoada, que os crentes usam como amuleto colocado atrás das portas das casas, geralmente junto a uma  ferradura e um sabugo de milho queimado, uma expressão sincrética que mescla os ensinamentos católicos com ritos africanos.

Segundo a crença popular, a palma protege a casa, a ferradura traz sorte e dinheiro à família,e o milho é a expressão do desejo de que não falte comida no lar.

Este ano, pela primeira vez em 200 anos de ausência, as autoridades do governo permitiram que a Procissão da Via Crucis fosse realizada em Havana, com paradas nas 14  estações do caminho de Jesus até a cruz.

O motivo pelo qual essa procissão deixou de ser celebrada na capital cubana na primeira década do século XIX, no período colonial, é desconhecido. Historiadores  procuram as razões, mas sem sucesso.

O evento vai passar por diversas esquinas da Havana antiga e culminará na Igreja do Cristo da Boa Viagem, onde serão realizados ofícios comemorativos.

A procissão, conhecida como das Estações da Cruz ou da Via Dolorosa, faz parte das tradições espanholas vindas à Ilha no início do século XVII, através da ordem dos franciscanos,que, chegados da Espanha, trouxeram também suas tradições.


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