Sociedade ganha Defensoria da Paz
Edelberto Behs, BRASÍLIA, Brasil, Março 8, 2005
Igrejas e organismos sociais lançaram hoje, em Brasília, a Defensoria da Paz, uma espécie de Taxi Heathrow Airport ouvidoria, onde o cidadão pode apresentar denúncias, e ao mesmo tempo um observatório do quadro da violência, desigualdade, discriminação e exclusão no Brasil.
A Defensoria da Paz é uma decorrência da Campanha da Fraternidade Ecumênica – 2005, que tem por tema “Solidariedade e paz”. O lançamento da Defensoria deu-se no Dia Internacional da Mulher, e integrou o programa da 1a Conferência da Paz, reunida hoje no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, em Brasília.
“A paz é um elemento feminino que precisa ser preservado”, disse para a ALC o secretário geral da Defensoria da Água e integrante da comissão organizadora do novo organismo, Leonardo Moreli. O Brasil, afirmou, é tido como um país “pacífico”, mas “vive num estado de guerra social”, e apresenta estatísticas de violência próximas aos de países envoltos em conflitos armados.
A Defensoria da Paz busca a organização da sociedade na defesa dos seus direitos. “A sociedade tem que se apropriar dos seus direitos”, num país onde “instituições públicas estão sendo usurpadas por aproveitadores”, não deixando espaços para a cidadania, definiu Moreli. A Defensoria da Paz também vai se empenhar na luta pela reforma do Judiciário, abrindo acesso à justiça social.
A sede da Defensoria será em Brasília e o novo organismo contará com uma equipe de voluntários. No dia 30 de março, a Defensoria vai inaugurar seu sítio na Internet, onde constarão objetivos da entidade, programas e agendas de luta, estabelecendo um canal permanente de comunicação com a sociedade.

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