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Terça-feira, 15 de Março de 2005

Procurador protesta contra libertação de delinqüentes norte-americanos

Trinidad Vásquez, MANAGUA, Nicaragua, Março 2, 2005

Três norte-americanos, processados e condenados há vários anos de prisão por violação e corrupção de menores, foram libertados pelos tribunais de Apelação, o que causou o protesto de mães e de setores da sociedade.

Os norte-americanos processados e libertados são James Buchan, Arnold Peter Eisner, condenados a quatro anos de prisão em Bluefields e Manágua, respectivamente, e Wildman Roy Adrian, condenado a três anos de prisão em Granada, cidade localizada a 38 km ao norte da capital.

O Procurador para a Defesa dos Direitos Humanos, Omar Cabezas, informou que eles foram condenados por delitos de violação, corrupção e abuso contra menores e crianças de rua, que recebiam presentes dos norte-americanos e se faziam passar por protetores das crianças.

"Esses 'generosos' estrangeiros não merecem a liberdade, e sua libertação abre um perigoso precedente. A Justiça condenou-os como violadores das leis, porque existem provas suficientes contra eles", comentou o procurador em coletiva de imprensa.

James foi condenado em junho de 2002 na cidade de Bluefields, capital do Departamento da Costa Atlântica do Sul; Peter foi condenado no dia 4 de maio de  2003 em Manágua, e Adrián em junho de 2003 em Granada.

Um quarto americano, Fred Polichio, foi denunciado no dia 26 de janeiro de 2005 por mulheres de uma cooperativa de Mulukuku, localizada a 250 Km ao norte de Manágua, por perversão de grupo de crianças com materiais violentos, revistas pornográficas e livros agressivos.

Cabezas disse que solicitará audiência com a presidenta da Corte Suprema de Justiça, Yadira Centeno, a quem vai expor a preocupação com as resoluções dos tribunais de segunda instância que ordenaram a libertação dos três norte-americanos que haviam sido condenados. Tais resoluções, disse, abrem um péssimo precedente porque alentam a impunidade.


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