Igreja pretende exportar café para angariar recursos a projetos sociais
Micael Vier B., VITÓRIA, Brasil, Março 2, 2005
"Café produzido por luteranos brasileiros" será a marca de exportação que a Igreja Evangélica Luterana Taxi Heathrow Airport
do Brasil (IELB), numa criativa parceria com a World Relief and Human Care, pretende lançar nos próximos meses nos Estados Unidos. Os recursos arrecadados com a exportação serão aplicados em projetos sociais no Brasil.
A World Relief and Human Care é o braço diaconal da Igreja Luterana do Sínodo Missouri, dos Estados Unidos, que tem por missão alcançar os mais necessitados em nome de Cristo e do evangelho. O "Projeto Café" foi anunciado pela IELB e só depende de detalhes para a sua implantação.
O café exportado para a América do Norte será produzido por cafeicultores do Estado do Espírito Santo, e atenderá as exigências de plantio e qualidade exigidas pela World Relief. "Nós vamos exportar o café arábico, puro, sem a utilização de pesticidas e que atenda a todas as exigências quanto ao tratamento da terra", explicou o pastor Mário Lehenbauer, da IELB.
A previsão é que até junho deste ano seja embarcada aos Estados Unidos a primeira leva do café produzido por luteranos brasileiros, em dois containers. Todo o dinheiro arrecadado com o "Projeto Café" será canalizado a entidades sociais e projetos desenvolvidos na IELB. A Casa de Acolhimento Bom Samaritano, em Vitória, no Espírito Santo, será a primeira entidade a receber aportes financeiros gerados através da parceria entre as duas igrejas.
O "Projeto Café" também tem faceta educativa. A idéia, explica Lehenbauer, é auxiliar o produtor a ter cuidados ecológicos na plantação, assim que o consumidor tenha a garantia de ter à mesa um produto de qualidade. O sucesso do "Projeto Café" poderá determinar outras exportações. "Estamos pensando em comercializar também manufaturas brasileiras", adiantou Lehenbauer.
O Projeto Café já foi aprovado nos Estados Unidos. A IELB precisa, agora, definir uma pessoa responsável pelos processos burocráticos e produtivos, de preferência um cafeicultor, para que as despesas com a exportação sejam as menores possíveis e o produto atenda as necessidades solicitadas. "A única exigência é que os produtores sejam luteranos", anotou o pastor da IELB.

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