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Quinta-feira, 3 de Novembro de 2005

Proposta de vender seminário gera resistência

William Delgado, BOGOTA, Colombia, Janeiro 27, 2005

 A proposta de vender o prédio do Seminário Maior e seus anexos, na capital, como "solução extrema" para fazer frente à crise financeira da escola, provocou protestos de sacerdotes católicos.

O arquiteto Pedro Gómez Barrero propôs a compra do Seminário ao cardeal Pedro Pubiano, que destacou "a urgência de aproveitar a oportunidade de vendê-lo, nesse momento em que está com valorização máxima".

A proposta foi comunicada pelo prelado a vários sacerdotes em reunião realizada em novembro de 2004. Um mês depois do encontro, um grupo de sacerdotes advertiu sobre "o risco da operação financeira que, por brilhante que seja, pode acarretar descrédito e críticas à igreja, que devem ser consideradas antes de tomar uma decisão de tanta transcendência".

O grupo de sacerdotes propôs uma revisão das finanças, desde as paróquias até a cúria, antes de pensar na possibilidade de vender as instalações do Seminário Maior de Bogotá, que se "ergue como símbolo da dignidade e firmeza diante de tantas tendências dissolventes que de diversos ângulos atacam a igreja".

Depois de qualificar o projeto de "pragmático e utilitarista", o grupo de sacerdotes questionou "o critério que deve primar numa transação cujo objeto é um bem como essa tradicional edificação".

Para garantir a sustentação dos seminaristas, o grupo calcula que "40 ou 50 paróquias de Bogotá estariam em condições de arrecadar entre os fiéis, cada uma, 1,5 milhão de pesos por mês (cerca de 640 dólares), o que significaria um alívio para as finanças do seminário".

Muitas vezes, argumentou o grupo de sacerdotes, a venda de bens eclesiásticos converteram-se em decepção, quando os resultados nunca corresponderam "às alegres contas iniciais". Ele advertiu o prelado a respeito do perigo de que "no futuro o seu nome seja lembrado na memória dos habitantes de Bogotá como o bispo que vendeu o seminário".