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Sábado, 25 de Dezembro de 2004

Pastora traz os filhos para casa

PORTO ALEGRE, Brasil, Dezembro 22, 2004

A pastora metodista Genilma Boehler sentiu, nesta véspera de Natal, uma "explosão de alegria", ao Taxi Heathrow Airport abraçar seus filhos Guillermo e Arturo, em Assunção, na semana passada, depois de eles viverem dez meses de cativeiro forçado no Paraguai. As crianças já estão em Porto Alegre, onde residirão com a mãe.

"Eles renasceram para mim depois de dez meses", declarou a pastora. "Foi uma grande luta", acrescentou. No dia 4 de fevereiro, enquanto Genilma viajava para atividade em câmpus metodista no interior de São Paulo, seu ex-marido, o indigenista paraguaio Eri Daniel Rojas Villalba, seqüestrou as crianças e levou-as, no carro da pastora, ao Paraguai.

Rojas Villalba tem irmãos que trabalham na polícia e lhe deram proteção. Quando da vinda do presidente do Paraguai ao Rio de Janeiro para a Cúpula presidencial do Grupo do Rio, em novembro, a pastora Genilma postou-se diante do hotel e realizou jejum em protesto contra o não-cumprimento da decisão judicial do Brasil – que não foi acatada no vizinho país – de lhe devolverem os filhos.

O presidente paraguaio, Nicanor Duarte Frutos, determinou que a polícia encontrasse em 72 horas o paradeiro dos filhos da pastora, Guillermo, de dez anos, e Arturo, de sete anos. Um pouco mais de 40 dias desde o protesto e encontro com Duarte Frutos, Genilma tem os filhos de volta.

"Eles estão comigo, se preparando para celebrarmos juntos a chegada do Menino Deus", escreveu Genilma em carta dirigida aos amigos e amigas que a apoiaram nessa luta de reaver os filhos. Ela agradece a todos os que "acreditaram no Direito, na Justiça, no Shalom, que foram fiéis na constância das orações e no desejo do retorno dos mesmos".

O ano de 2005, antevê a pastora, será um "novo tempo".


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