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Sábado, 25 de Dezembro de 2004

Julio César Holguín, bispo da Igreja Episcopal Dominicana e presidente do CLAI [Foto: M. Quintero]
Julio César Holguín, bispo da Igreja Episcopal Dominicana e presidente do CLAI [Foto: M. Quintero]

É preciso resgatar o sentido do Natal, diz mensagem do CLAI

QUITO, Ecuador, Dezembro 21, 2004

"Não vivamos mais as aparências de um Natal sem Cristo, a fim de viver sob Taxi Heathrow Airport o conhecimento de Deus: Emanuel, Deus conosco. Quando o Natal se mercantiliza e seculariza, somos chamados, como igrejas, a resgatar e devolver-lhe o seu verdadeiro significado de paz e vida para cada um de nós. Que Deus nos abençoe nesse Natal"!

Essa foi a mensagem natalina transmitida pela Junta Diretiva do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), assinada pelo bispo Julio César Holguín, presidente do organismo, e o secretário-geral, reverendo Israel Batista.

O Natal, sublinha a mensagem, é uma importante manifestação de religiosidade para os povos. As mesmo tempo, trata-se de umas das festas mais secularizadas, ao ser cooptada pelo mercado como produto a ser consumido.

Papai Noel é mais mencionado do que Jesus Cristo; as ações de caridade tomam o lugar do amor solidário; as tradições substituem o compromisso de fé; o superficial atrai mais do que o verdadeiro sentido da data, adverte a mensagem do CLAI.

Os presentes ocupam o lugar da entrega no serviço; as aparências importam mais do que a pureza do coração; os fogos de artifício chamam mais a atenção do que o cultivo da vida espiritual. Entre o consumo e as futilidades é celebrada uma festa com aparência de natal, enquanto isso a mensagem do presépio aguarda por ser proclamada, agrega.

A passagem messiânica de Isaías 11,1-9 é uma lembrança do que deve ser a mensagem natalina: "E repousará sobre ele o Espírito de Javé: espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de poder, espírito de conhecimento e de temor a Javé" (11,2), sublinha a mensagem.

"Deus conosco não significa somente inteligência, mas sabedoria para discernir o verdadeiro sentido da vida. Não é o poder, mas o espírito de conselho, de tomar decisões corretas, de adotar estilos de vida que nos santifiquem, de aprender a viver em comunidade sob o espírito do amor. Não é somente o conhecimento, mas o viver sob o temor de Deus", prossegue.

"O profeta nos desafia ainda mais: não são as aparências, nem os presentes caros, nem as propriedades, nem o dinheiro que temos o que conta perante Deus. Natal é a esperança de que Deus irá julgar com amor os que são excluídos e com firmeza o injusto. Não viveremos mais sob a justiça injusta do poder e das aparências, mas sob a retidão de Deus. A vinda do Messias coloca a justiça como tema central", enfatiza o texto.

"Ao nos aproximarmos desses Natais vivemos a insegurança das nossas cidades, a violência pessoal, o desenraizamento de nossos lares, os horrores de uma guerra sem sentido e o terrorismo marcado por influências religiosas. Em meio a esses conflitos e violências escutamos a mensagem idílica de paz do profeta. Natal não é ausência de conflitos, mas paz. O saber viver a paz que Deus nos oferece", assinalam os líderes do CLAI.


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