Assembléia rejeita projeto de educação sexual nas escolas
BUENOS AIRES, Argentina, Dezembro 17, 2004
Após mais de cinco horas de debate, a Assembléia Legislativa da cidade de Buenos Aires Taxi Heathrow Airport rejeitou, na terça-feira, 14, os dois projetos de lei que pretendiam introduzir a educação sexual nas escolas.
A proposta suscitara, nos últimos meses, grande discussão pública e nos meios religiosos por causa das posições desencontradas das igrejas e organizações evangélicas.
Enquanto a Aliança Cristã de Igrejas Evangélicas da República Argentina (ACIERA) se opôs ao projeto, a Federação Argentina de Igrejas Evangélicas (FAIE), a Igreja Metodista Argentina, a Igreja Evangélica do Rio da Prata (IERP) e a Igreja Evangélica Luterana Unida (IELU) apoiaram a iniciativa, ainda que com algumas restrições.
Em declaração divulgada esta semana, ACIERA assinala que "tornaram-se públicas as solapadas intenções ideológicas de uma minoria. Pretendiam infiltrar na educação o conceito de homossexualidade como uma terceira opção ‘natural’ para a espécie humana".
ACIERA destaca que sempre demonstrou "a perversidade dos conceitos" presentes no projeto "Diretrizes de Educação Sexual Integral", com a clara intenção de introduzir no currículo escolar e, dali, instalar na sociedade a chamada "orientação sexual e perspectiva de gênero".
Pretendia-se, aponta, estabelecer o conceito de que "a sexualidade muda segundo a idade e as pessoas", e ensinar aos filhos que a heterossexualidade e a homossexualidade são duas opções entre as quais eles podem escolher.
Esse projeto, revela, foi manipulado com habilidade pela Sociedade de Integração Gay Lésbica Argentina (SIGLA), entidade que assessora os deputados promotores do projeto: Ana Suppa, Diego Kravetz e Florencia Polimeni.
ACIERA adverte que a situação legislativa é que, tecnicamente, no próximo ano, os legisladores poderiam voltar a apresentar esse e outros projetos, e recomeçar a discussão ocorrida na cidade nos últimos meses.
Também pede às igrejas que continuem se preparando para a bateria que virá em temas morais e éticos que pretendem minar a sociedade para submergi-la ainda mais na obscuridade e no pecado.
Não é por acaso, avalia, que durante o debate parlamentar dessa semana se ouviu vereadores falarem de aborto, relações prématrimoniais, homossexualidade e lesbianismo, como coisas naturais e já instaladas na sociedade argentina.
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