Pastor lembra vigência do Protocolo de Kioto
BUENOS AIRES, Argentina, Dezembro 16, 2004
Falta pouco para que o Protocolo de Kioto, de proteção ao meio ambiente, entre em Taxi Heathrow Airport vigência, no dia 16 de fevereiro de 2005, lembrou o pastor Martín Robra, responsável pelo Programa de Justiça, Paz e Criação do Conselho Mundial de Igrejas (CMI).
Robra reportou-se ao Protocolo de Kioto na homilia do culto ecumênico sobre mudança climática, realizado no domingo, 12, nesta capital, dentro da programação da 10. Sessão da Conferência das Partes (COP10) da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Câmbio Climático, reunida em Buenos Aires de 6 a 17 de dezembro.
O pastor destacou que a entrada em vigência do Protocolo tornou-se possível graças à ratificação desse instrumento pelo Parlamento da Federação Russa, que colocou um ponto final em anos de incertezas geradas pela forte oposição ao Protocolo por parte dos governos dos Estados Unidos e da Austrália.
O culto foi convocado pelo CMI, pela Comissão Ecumênica de Igrejas Cristãs na Argentina (Ceica) e pelo Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), e realizado no templo da Igreja Católica San Tarsicio.
Nesses tempos marcados pela crescente desigualdade e o brutal uso da força e do poder em várias ocasiões, "celebramos a vigência do Protocolo de Kioto, que abarca a esperança de que os Estados estendam as mãos para o benefício de seus povos e da terra contra tudo e contra todos", disse Robra.
O Protocolo busca reduzir a emissão de gases que provocam o aquecimento da atmosfera.
O pregador citou o patriarca ecumênico Bartolomé I, da Igreja Ortodoxa Grega de Constantinopla, que não titubeou em chamar essa situação de pecado. Não apenas não é ético e injusto, mas é pecado, alguma coisa que viola profundamente a vontade de Deus, o constante amor de Deus pela vida, pelos seres humanos e pela integridade da Criação, destacou.
Se existe alguma coisa a aprender da mudança climática é o fato de que a natureza "nos trata a todos como uma só espécie. As conseqüências da mudança climática deveriam nos lembrar que precisamos uns dos outros. O que um grupo realiza aqui tem efeito sobre outro grupo mais adiante", frisou o pastor.
A transformação que Deus haverá de trazer englobará todas as relações entre seres humanos e sociedades. E a paz que virá também abarcará as relações dos seres humanos com a natureza, pregou.
A Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática e o Protocolo de Kioto são passos pequenos, mas significativos que fecham com essa visão, concluiu Robra.
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