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Domingo, 11 de Novembro de 2007

Salvadorenhos confiam na Igreja e na polícia

Susana Barrera, SAN SALVADOR, El Salvador, Dezembro 15, 2004

Pesquisa recente de opinião pública, realizada pela Universidade Jesuíta "José Simeón Cañas" (UCA), detectou que os salvadorenhos depositam um alto grau de confiança nas igrejas e na Polícia Nacional Civil (PNC), deixando para trás partidos políticos, meios de comunicação e o Parlamento.

"Essas instituições (igrejas e polícia) sempre estiveram aqui com a gente", anotou o diretor do Instituto de Opinião da UCA, Miguel Cruz, em programa de televisão.

A sondagem assinala como instituições que têm impacto na vida sócio-política do país especificamente as igrejas Católica Romana e evangélicas, que dividem a confiança da população com a PNC, que surgiu como conseqüência dos Acordos de Paz, em 1992.

Em El Salvador, país de 7 milhões de habitantes, a população protestante ultrapassa a casa do um milhão de pessoas e continua crescendo, segundo dados oficiais. A maioria, porém, continua católica.

Depois das igrejas e da polícia, seguem, em ordem de credibilidade, um grupo de instituições constituídas pelo exército, as prefeituras, o governo central, a Procuradoria de Direitos Humanos, a Procuradoria Geral da República, e os meios de comunicação, revelou Cruz.

Na parte mais baixa da escala de credibilidade a sociedade salvadorenha coloca a Assembléia Legislativa e os partidos políticos, como mostra a pesquisa realizada na última semana de novembro e divulgada hoje.

A percentagem de pessoas muito confiantes nas instituições nacionais ficou assim definida: 44.3% para a Igreja Católica Romana, 31.3% para as igrejas evangélicas e 31% para a Polícia Nacional.

A pesquisa teve como objetivo recolher a opinião dos salvadorenhos a respeito da situação geral do país e sobre os fatos ocorridos em 2004.