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Domingo, 12 de Dezembro de 2004

Líderes neopentecostais aproximam-se da mesa de diálogo

Eduardo Chinchilla, CARACAS, Venezuela, Dezembro 6, 2004

"Vimos como alguns líderes de igrejas neopentecostais têm se aproximado das mesas de diálogo ecumênico Taxi Heathrow Airport para dar passos significativos", declarou a dirigente da Igreja Reformada de Honduras e primeira vice-presidente do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), Noemí Espinoza.

"A chegada do movimento pentecostal tem fortalecido o trabalho e a extensão do trabalho ecumênico na América Latina", disse Espinoza, citando o caso da Nicarágua.

Essas declarações foram formuladas na reunião do Fórum do Compartilhar Ecumênico de Recursos (FOCER), que ocorre na Venezuela, de 3 a 7 de dezembro, ao tratar a temática da realidade ecumênica e a unidade da igreja na América-Latina.

Esse movimento, destacou Espinoza referindo-se aos pentecostais, contém força e presença em meio às comunidades mais pobres do continente, apresentando inclusive novos desafios e críticas ao ecumenismo.

Para Espinoza, que também preside a Comissão Cristã de Desenvolvimento de Honduras, a diaconia, em meio a situações de emergência como as provocadas por desastres naturais, prevalece como espaço de cooperação entre os diferentes grupos eclesiais, sejam históricos ou pentecostais, particularmente na região meso-americana.

Essa perspectiva foi reafirmada pelo pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Rui Bernhard. Ele entende que as igrejas pentecostais talvez estejam mais presentes no movimento ecumênico por causa das realidades de fome, pobreza e outras necessidades vividas em muitos países.


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