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Domingo, 12 de Dezembro de 2004

Mais de 200 milhões de pessoas são escravas

NOVA IORQUE, Estados Unidos, Dezembro 3, 2004

 Mais de 200 milhões de pessoas vivem sob regime de escravidão em todo o mundo. Taxi Heathrow Airport O alerta é do membro da Junta de Curadores do Fundo das Nações Unidas contra a Escravidão Contemporânea, professor José de Souza Martins, ao lembrar, nesta quinta-feira, 2 de dezembro, o Dia Internacional da ONU pela Abolição da Escravidão.

Através de declaração distribuída hoje a todos os países engajados no combate às diversas formas de escravidão, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos enalteceu a importância de se identificar as causas da servidão e a necessidade de proteger as vítimas.

A ONU menciona a pobreza, a miséria, a exclusão social, o analfabetismo, a ignorância e a discriminação como os principais entraves à eliminação da escravidão.

O documento rechaça o tráfico de pessoas, a escravidão por dívida, a exploração sexual e o trabalho forçado como "práticas que violam os direitos humanos fundamentais, direitos de todos nós – independente de sexo, nacionalidade, posição social, ocupação ou outras diferenças".

Solicita aos Estados que aprovem e implementem o Protocolo para Prevenir, Suprimir e Punir o Tráfico de Pessoas, especialmente mulheres e crianças, e que façam uso dos "Princípios e Diretrizes sobre Direitos Humanos e Tráfico Humano", elaborados pelo Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos.

O ano de 2004 foi consagrado Ano Internacional para Comemorar a Luta Contra a Escravidão e sua Abolição durante a Assembléia Geral das Nações Unidas, celebrada em 2002.

Passados dois anos, o organismo internacional suplica a todas as nações que continuem a interceder em prol das vítimas e engajados no combate à escravidão, conscientizando as pessoas e adotando soluções urgentes frente a problemática.

O professor José de Souza Martins evidencia ainda a precariedade orçamentária do Fundo das Nações Unidas contra a Escravidão Contemporânea. Ele sublinha que, dentre os países das Américas, nenhum contribui com a iniciativa da ONU.

O Brasil destinou recursos ao fundo durante cinco anos, mas desde de 2003 cortou os recursos destinados ao mesmo. A situação do Fundo é crítica em relação ao volume de pedidos de ajuda e socorro procedentes do mundo todo, informa Martins.


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