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Domingo, 12 de Dezembro de 2004

Ishmael Noko, secretário geral da FLM, enviou mensagem de condolências à família do reverendo Ramos. [Foto: LWF-El Salvador]
Ishmael Noko, secretário geral da FLM, enviou mensagem de condolências à família do reverendo Ramos. [Foto: LWF-El Salvador]

Noko pede determinação na luta contra Aids

GENEBRA, Suiza, Dezembro 3, 2004

 Na comemoração do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, o secretário- geral da Federação Taxi Heathrow Airport Luterana Mundial (FLM), Ismael Noko, exortou os líderes religiosos mundiais a superarem "a ignorância e a inépcia" no combate à epidemia.

Noko pediu o mesmo à sociedade civil e às organizações não governamentais (ONGs) presentes ao ato comemorativo, realizado dia 1o de dezembro no Centro Ecumênico de Genebra.

"Não podemos permanecer como espectadores nessa luta enquanto milhões, especialmente mulheres e crianças, continuam sofrendo e morrendo", anotou o secretário-geral.

Na cerimônia foi o lançado o "Código de boas práticas", um documento assinado por 160 ONGs e 19 comunidades de fé, entre elas a FLM. O código estabelece normas de qualidade e confiabilidade para os programas de prevenção e tratamento da Aids.

Noko sublinhou que o código destaca os elementos centrais dos programas da FLM na luta contra a Aids, como a rejeição à discriminação e à estigmatização dos enfermos, também a garantia de acesso ao tratamento.

A pastora Lusmarina Campos Garcia, da congregação de fala inglesa da Igreja Evangélica Luterana de Genebra, apresentou peça teatral, baseada no episódio bíblico em que Jesus cura uma mulher que sofreu hemorragia por 12 anos.

A coordenadora da Aliança Ecumênica de Defensoria, Linda Hartke, recordou que no princípio se considerou que a Aids estivesse confinada à Europa e América do Norte, porém agora, a maior parte dos portadores vem de lugares do mundo que não podem se comunicar facilmente, e as mulheres e as crianças correm mais risco do que os homens.

Segundo cifras das Nações Unidas, quase a metade dos 40 milhões de infectados pela Aids no mundo são mulheres. A África subsahariana, que corresponde a 10% da população mundial, tem mais de 60% de todos os infectados pelo vírus HIV no mundo.


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