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Terça-feira, 16 de Março de 2004

Garotinho, novo secretário de Segurança do Rio de Janeiro
Garotinho, novo secretário de Segurança do Rio de Janeiro

Ciro sobe, Garotinho desce

Edelberto Behs, SÂO PAULO, Brasil, Julho 8, 2002

O crescimento do candidato do Partido Popular Socialista (PPS), Ciro Gomes, na corrida presidencial, passando Taxi Heathrow Airport de quarto para o segundo lugar, empurrou o candidato dos evangélicos, Anthony Garotinho, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), para o quarto posto. 

De acordo com a última pesquisa do DataFolha, divulgada na sexta-feira, Ciro cresceu sete pontos percentuais na intenção de voto, empatando tecnicamente na segunda posição com José Serra, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), hoje no poder.

O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Luis Inácio Lula da Silva, com 38%, continua isolado no primeiro lugar, embora tenha caído dois pontos percentuais.

Ciro passou de 11%, na pesquisa realizada no início de junho, para 18%; Serra caiu um ponto percentual, ficando com 20% neste último levantamento, efetuado nos dias 4 e 5 de julho, quando o DataFolha ouviu 5.103 pessoas em 285 municípios brasileiros.

Anthomy Garotinho está com 13%, caiu três pontos percentuais em relação à pesquisa anterior. Na quarta-feira, 3, o ex-governador do Rio de Janeiro recebeu, em almoço no Hotel Hilton, em São Paulo, manifesto de apoio de presidentes de igrejas evangélicas contendo 212 assinaturas.

"Acreditamos que este momento reveste-se de capital importância, devendo contar não só com as nossas orações, mas também com um posicionamento claro e definido alinhado aos princípios evangélicos que defendemos", diz o manifesto.

Garotinho entende que os evangélicos têm o direito de fazer a opção por um dos candidatos à presidência da República. "A maior nação evangélica do mundo, os Estados Unidos, elegeu o presidente Kennedy, que era católico. Por que o Brasil, um país católico, não pode ter um presidente evangélico? Eu vou governar para todos os brasileiros", garantiu, segundo a Agência Soma.

A política brasileira apresenta-se como um verdadeiro samba do crioulo doido. Assinou o manifesto de apoio a Garotinho o bispo Vanderval, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e deputado federal eleito pelo Partido Liberal (PL).

 Há menos de um mês, PT e PL selaram coligação, que não foi bem absorvida tanto por setores petistas como por grupo liberais. Mas ela está em vigência, com os percalços longe de serem sanados.

Em manifestação durante o almoço no Hilton, o bispo Vanderval referiu-se à opção do PL. "Estou falando - disse - em nome do nosso coordenador geral, que é o bispo Rodrigues, e eu sou o coordenador no Estado de São Paulo.

Nós fomos votos vencidos dentro do Partido Liberal. Mas este voto não foi vencido dentro da Igreja Universal do Reino de Deus, da qual faço parte".

Revelou que o próprio bispo Edir Macedo, líder máximo da IURD, ao regressar no sábado, 29 de junho, dos Estados Unidos, deu-lhe autorização para abrir o apoio da Universal à candidatura de Garotinho.

O presidente do Conselho de Pastores do Estado de São Paulo, Jabes Alencar, reportou-se, na adesão levada a Garotinho no Hilton, ao apoio que a Convençao Nacional das Assembléias de Deus do Ministério de Madureira, segundo a imprensa, manifestou ao candidato José Serra. "Isso foi serrado. Não existe mais", garantiu na quarta-feira.

O pastor Samuel Ferreira, representando o seu pai, bispo Manoel Ferreira, presidente da Convenção Nacional das Assembléias de Deus do Ministério de Madureira, reforçou a manifestação de Jabes Alencar. "Quem é crente não inventa, vota 40", disse, referindo-se ao número de Garotinho na campanha presidencial.