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Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2004

Ministérios entra na pauta do diálogo católico-luterano

SAO LEOPOLDO, Brasil, Novembro 17, 2004

Católicos e evangélicos de confissão luterana concordam que o ministério eclesiástico, ordenado, é instituição divina Taxi Heathrow Airport e que ele não está acima da palavra de Deus, mas a seu serviço. Mesmo com tais consensos alcançados, entendem que será preciso promover, em nível mundial, uma declaração conjunta a respeito dos ministérios.

A conclusão consta na declaração do Seminário Bilateral Católico Romano - Evangélico-Luterano, reunido nos dias 8 e 9 de novembro, em São Leopoldo, com a participação de padres, pastores, bispos e teólogos das duas
denominações para o estudo e debate do tema "Tradição e sucessão apostólica".

"Temos numerosos pontos em comum", constatam católicos e luteranos. As duas igrejas se consideram inseridas na corrente da Tradição, enquanto interpretação e transmissão contínua do conteúdo do Evangelho.

"Nossa unidade é, portanto, anterior à nossa separação", assinalam. "Temos a compreensão comum de que a sucessão apostólica decorre da universalidade do Evangelho e se exprime na comunidade de fé", reconhece a declaração.

Confessam que é fundamental continuar nesse processo de diálogo, "perseguindo a postura de não valorizarmos as nossas diferenças, como se essa fosse a regra primeira de convivência".

No âmbito das diferenças entre católicos romanos e evangélicos de confissão luterana, "não nos cabe tentar reverter a roda da história, mas olhar para ofuturo e vislumbrar as oportunidades que se nos oferecem".

Católicos e luteranos brasileiros reafirmam que o ecumenismo não pretende nivelar ou apagar identidades, mas possibilitar a comunhão do diferente em harmonia, complementação e serviço mútuo, nos horizontes da unidade da diversidade reconciliada, inclusive na forma do exercício do ministério.

É urgente, admitem católicos e luteranos, que "deixemos de viver em nossas igrejas como se as outras não existissem. Que possamos nos ver não como concorrentes, mas como irmãos e irmãs de uma mesma família, aprendendo a conviver com as diferenças. Nesse sentido, que nos deixemos levar pelo desafio de dominicalmente orarmos uns pelos outros", almejam.


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