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Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2004

Evangélicas apoiam reforma do Código Penal

CARACAS, Venezuela, Novembro 15, 2004

Participantes do 8. Encontro Nacional de Mulheres Cristãs, convocado pelo Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), Taxi Heathrow Airport decidiram apoiar a reforma do Código Penal, atualmente em debate no Congresso.

O encontro, reunido na Escola Técnica Agropecuária José R. Rodriguez, em Cuara, Estado de Lara, no Nordeste da Venezuela, dias 5 a 7 de novembro, contou com a participação de 70 mulheres.

A pastora Judith van Osdol, coordenadora continental da Pastoral de Mulheres e Gênero do CLAI, expôs a realidade de pobreza, marginalização, invisibilidade e retrocesso dos direitos humanos que mulheres vivem na América Latina.

Instituições que trabalham a favor da aplicação dos direitos das mulheres apresentaram experiências colhidas nos respectivos campos de atuação, entre elas a Fundação Projeto Vida, que atende mulheres com HIV-aids, o Banco da Mulher, o Instituto Nacional da Mulher, o Ministério de Aconselhamento Pastoral.

As participantes do encontro decidiram criar uma Comissão de Referentes de todas as igrejas representadas, que assumiram o compromisso de dar seguimento à temática trazida ao evento, mas também de apoiar a realização de um 9. Encontro, agendado para os dias 4 a 6 de novembro de 2005.

O documento tirado do encontro diz que Deus criou a mulher e o homem para que vivam juntos em igualdade, em paridade e com eqüidade de gênero, e que a vida é um dom de Deus que Ele deu ao corpo, como templo do Espírito Santo, o que requer a valorização e cuidados necessários para viver de forma digna, com a capacidade de gozo e reprodução.

Através do ministério de Jesus "ratificamos o papel protagonista das mulheres na história da salvação humana. Estamos conscientes que vivemos num mundo cheio de antivalores, imersas numa cultura de morte e violência", assinala o documento.

Elas destacam: "Dizemos não ao silêncio, à dupla moral, à hipocrisia religiosa. Dizemos não à violência, venha ela de onde vier. Dizemos não à gravidez indesejada, à violação, ao incesto, à falta de auto-estima, à falta de afeto e de comunicação".

As mulheres do 8. Encontro rechaçam toda artimanha ideológica, política, religiosa, comunicacional, construída em torno dos corpos das mulheres, impedindo o desenvolvimento de uma sexualidade responsável.

Elas se comprometeram a promover espaços mistos, envolvendo mulheres e homens, para a discussão, análise e estudo na área dos direitos sexuais e reprodutivos.

Estiveram representadas no evento mulheres presbiterianas, luteranas, anglicanas, pentecostais, de igrejas livres, católicas romanas, independentes e de instituições ecumênicas que apoiam o trabalho das mulheres no país, com o objetivo de analisar a situação dos direitos das mulheres e da saúde sexual e reprodutiva.


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