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Quinta-feira, 3 de Novembro de 2005

Noel Fernández, coordenador da pastoral do CIC com as pessoas diferentemente capacitadas. [Foto: José A. Paz]
Noel Fernández, coordenador da pastoral do CIC com as pessoas diferentemente capacitadas. [Foto: José A. Paz]

Livro aborda inserção de portadores de deficiência na igreja

José Aurelio Paz, HAVANA, Cuba, Outubro 29, 2004

O livro "Pastorales del Otro Corazón", que aborda temas relacionados com a inserção de pessoas Taxi Heathrow Airport portadoras de deficiência física na vida da Igreja, foi apresentado no Primeiro Festival Nacional das Artes com Pessoas Diferentemente Capacitadas.

A apresentação do livro esteve a cargo do reverendo Noel Fernández Collot, membro da Comissão de Justiça, Paz e Integridade da Criação do Conselho Mundial de Igrejas e coordenador da Pastoral com Pessoas Portadoras de Deficiência do Conselho de Igrejas de Cuba (Cic).

Collot aludiu à ausência de materiais que permitam aos cristãos capacitar-se em relação ao tratamento dos membros de suas congregações que sofrem de algum tipo de deficiência.

"Esse esforço editorial pretende despertar uma reflexão coletiva no seio da igreja cubana, que permita uma verdadeira e democrática integração de todas as forças, na esperança de levar as boas novas de Jesus Cristo a toda criatura", disse.

O livro, destacou, "soma-se a uma série de esforços realizados por nossa pastoral para abrir os olhos daqueles que ainda não vêem que diante de Deus todos temos o mesmo valor e a mesma tarefa".

A obra aborda três temas fundamentais: a busca de uma pastoral eficaz para cegos; pastoral para surdos; e pastoral com e para os que têm limitações físico-motoras. O livro é o primeiro da coleção Vida Abundante, patrocinada pelo Cic.

O Primeiro Festival Nacional das Artes com Pessoas Diferentemente Capacitadas foi realizado no centro Kairós, de Matanzas, cidade situada a cerca de 200 km da capital cubana.

A abertura do evento foi marcada por um concerto, no qual os deficientes físicos demonstraram seu talento para as artes. Também foi inaugurada uma amostra de artesanato e escultura com obras dos próprios deficientes.

Cinqüenta pessoas portadoras de deficiências físicas, provenientes de todo o país, participaram do festival. A proposta do evento é estimular a criação artística como terapia ocupacional. Diversas conferências e oficinas propiciaram a inserção dos deficientes nas atividades das igrejas.

"A arte pode ser também uma via importante para levar o Evangelho às pessoas. A transformação humana, que às vezes uma pregação não consegue fazer, uma canção, uma obra teatral ou a soma visual da plástica a um fato litúrgico podem conseguir com maior rapidez e eficácia", afirmou um dos participantes.