Igrejas cristãs pedem que EUA e Coréia do Norte reduzam tensão
TÓQUIO, Japón, Outubro 22, 2004
A normalização das relações entre Estados Unidos e Coréia do Norte e a assinatura de Taxi Heathrow Airport um pacto de não-agressão constituirão uma base sólida para substituir o atual armistício por um tratado de paz.
Chamamento nessa direção foi formulada pelos 55 representantes de igrejas de nove países da Ásia, Europa e América do Norte, que participaram da Conferência Cristã da Ásia, reunida em Tózanso, Japão, de 17 a 20 de outubro.
"A reconciliação entre Estados Unidos e a República Popular Democrática da Coréia (do norte) segue sendo a chave para reduzir a tensão na região", afirmaram os líderes cristãos presentes na conferência auspiciada pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI).
É preciso continuar fornecendo assistência de alimentos, remédios e outros artigos de primeira necessidade à Coréia do Norte, de forma incondicional. A assistência humanitária não pode ser utilizada com fins políticos, disseram.
O comunicado final da conferência diz que "Estados Unidos e Japão devem abster-se de usar as sanções como um instrumento de sua política de confrontação e isolamento".
É conveniente, prossegue o texto, que o CMI e a Conferência Cristã da Ásia auspiciem um grupo ecumênico de trabalho para construir uma rede de igrejas, de organizações e de pessoas interessadas em promover a paz e a reunificação da Coréia.
Uma política regional e uma atividade mais independente do Japão é indispensável para criar um clima de paz, segurança e estabilidade na região.
A conferência integrou o 20o aniversário do chamado Processo de Tózanso. Em 1984, foi iniciada uma série de encontros nesta localidade entre representantes das igrejas cristãs do Sul e do Norte da Coréia, com a participação de igrejas da Europa, Ásia e América do Norte, e foram realizadas visitas mútuas às congregações e agências cristãs das duas Coréias.
No encontro desta semana, o reverendo Kank Yong Sop, presidente da Federação Cristã da Coréia do Norte, agradeceu os participantes pela solidariedade e apoio que empreenderam em favor da paz e reunificação da Coréia. Ele pediu que continuassem vigilantes frente a atitude agressiva dos Estados Unidos.
O secretário geral do Conselho de Igrejas da Coréia do Sul, Paik Do-woong, disse que o processo para a coexistência pacífica é irreversível, mas indicou que grupos conservadores, inclusive algumas igrejas, se opõem à paz e à reunificação coreana.
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