Líder de Associação da Sã Doutrina quer ser um papa evangélico
William Delgado, BOGOTA, Colombia, Outubro 21, 2004
A Federação Conselho Evangélico da Colômbia (Cedecol) advertiu que a Associação de Igrejas e Confissões Taxi Heathrow Airport Cristãs de Sã Doutrina de Bogotá (Asigobo) ataca a unidade da igreja evangélica colombiana e tem intuito político.
O presidente da Cedecol, reverendo Roosevelt Muriel, assinalou que o líder da Asigobo, Juan Augusto Hernández, tem a visão de converter a sua organização no "papado evangélico da Colômbia" e de ser ele o máximo hierarca da entidade que tem representação frente ao governo nacional.
Segundo palavras de Hernández, a Cedecol, a Associação Distrital de Ministros do Evangelho de Bogotá (ADME) e todas as associações de pastores do país devem estar sob sua cobertura.
Muriel agregou que Hernández "tem um marcado intuito político, que não demonstra atualmente na campanha que empreende pelo país... porém que vai capitalizar no futuro, quando tiver uma rede de votantes em nível nacional. Não são lobos vestidos de ovelhas, mas sim políticos disfarçados de pastores", classificou.
O líder da Asigobo, sublinhou Muriel, está "trazendo para a sua organização ministros de pequenas congregações, ministros feridos no passado e mnistros que se sentem desatendidos", assim como há agrupamentos que precisam da personalidade jurídica especial, que ele oferece sempre e quando se integram à sua organização.
ALC obteve cópia da carta que o chefe do Departamento Jurídico do Ministério do Interior e da Justiça, Dionisio Enrique Araujo, enviou à Cedecol, na qual diz que "uma vez revisado o Registro Público de Entidades Religiosas, que repousa nesse ministério, conseguiu-se determinar que a entidade denominada Associação de Igrejas e Confissões Cristãs de Sã Doutrina de Bogotá não possui personalidade jurídica especial".
Portanto, prossegue Araujo na carta, "as atuações empreendidas por esta entidade em nada comprometem o Ministério do Interior e da Justiça. A referida entidade religiosa não celebrou convênio, assim que suas atuações não têm nenhuma sustentação jurídica perante este Ministério".

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