Voltar ao início

Sexta-feira, 5 de Novembro de 2004

Manuel Quintero, novo diretor de Frontier Internship [Foto CLAI]
Manuel Quintero, novo diretor de Frontier Internship [Foto CLAI]

Manuel Quintero assumirá direção da Frontier Internship

LIMA, Perú, Outubro 15, 2004

Frontier Internship in Mission (FIM), programa fundado em 1960 nos Estados Unidos e voltado ao intercâmbio de missionários em nível mundial, terá um diretor latino-americano, o engenheiro e jornalista cubano Manuel Quintero, 53 anos, a partir de 2005. A Frontier tem sede em Genebra.

Quintero é leigo da Igreja Presbiteriana Reformada e dirigiu, nos últimos dez anos, o Departamento de Comunicação do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI). Ele já esteve vinculado à FIM, pois foi um de seus presidentes entre 1984 e 1990.

O jornalista cubano foi escolhido como diretor na reunião que o comitê internacional do FIM realizou na Indonésia, dias 10 e 12 de outubro. Ele vai substituir o pastor presbiteriano John Moyer, dos Estados Unidos, que ocupou o cargo por quase 15 anos.

Em seus mais de 40 anos de história, FIM tem sido o instrumento para que centenas de jovens, homens e mulheres de todo o mundo, vivam uma experiência missionária alternativa e solidária em obediência ao mandato evangélico.

O diálogo islâmico-cristão, o racismo e a xenofobia na Alemanha, a exploração e a prostituição de mulheres camponesas nas Filipinas, a reunificação da Coréia, a educação para o desenvolvimento do Haiti são alguns dos projetos mais recentes que ilustram a ampla perspectiva missionária do FIM.

A entidade surgiu como uma iniciativa da conferência estudantil sobre a missão cristã no mundo, ocorrida na Universidade de Ohio, em Athens, em dezembro de 1959. Entre 1960 e 1970, o programa enviou jovens cristãos norte-americanos às chamadas "fronteiras missionárias": contextos marcados pela tensão racial, a beligerância de religiões não-cristãs, o crescimento do secularismo e a rebelião ideológica e política no mundo universitário.

A partir da década de 70 do século passado, o programa se internacionalizou para refletir as transformações fundamentais na visão e na prática missionária, que superaram a tradicional noção de "centros" missionários ao norte e "terras de missão" ao sul. A tarefa missionária, constatou, englobava todos os povos do planeta. Desde então, os intercâmbios missionários entre países do sul têm recebido clara prioridade.


Ultimos titulares