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Sexta-feira, 5 de Novembro de 2004

Igreja Unida apoia casamento de homossexuais

TORONTO, Canadá, Outubro 12, 2004

 A Igreja Unida, a maior denominação protestante do Canadá, manifestou apoio ao direito de casais Taxi Heathrow Airport do mesmo sexo de contraírem matrimônio legalmente.

Em representação ante a Corte Suprema do país, a Igreja Unida também expressou apoio, na quarta-feira, 6, para que religiosos e congregações possam decidir se celebram ou não o matrimônio religioso de casais do mesmo sexo.

O secretário geral do Conselho da Igreja Unida, Jim Sinclair, explicou que a denominação contribui para o debate sobre o tema ao proporcionar liturgias para matrimônios do mesmo sexo a seus membros. Mas ela também respeita o direito daqueles que, dentro da denominação, se opõem a tais serviços.

A Igreja Unida, disse Sinclair, apoia o direito de casais do mesmo sexo de terem acesso ao matrimônio civil, mas respeita, de forma inequívoca, o direito de cada congregação de rejeitar ou realizar tais cerimônias.

Embora não considere o matrimônio como um sacramento, a Igreja Unida dá uma importância muito grande ao compromisso contraído na presença de Deus e de testemunhas. O matrimônio é entendido como uma união na qual o pacto entre Deus e a humanidade se expressa e experimenta mutuamente.

Tanto os casais de sexo diferente como os do mesmo sexo compartilham a mesma dignidade humana e, em conseqüência, não existe impedimento teológico para que esses não participem dessa união, entende a Igreja Unida. Excluir casais do mesmo sexo da expressão de relação pactuada mina sua dignidade humana básica, sustenta.

A igreja também faz uma clara distinção entre matrimônio civil e religioso. "O matrimônio religioso não é, e não pode ser, afetado pela legislação proposta", precisa.

Isso significa que todas as comunidades religiosas do Canadá, sem importar o seu ponto de vista com relação aos matrimônios do mesmo sexo, têm o direito de determinar por si se oferecem matrimônio religioso a casais de confissões religiosas diferentes, a casais divorciados, ou a casais que não são membros da comunidade.

Acrescenta que a legislação proposta tampouco pode obrigar as comunidades religiosas contrárias à união entre pessoas do mesmo sexo a proporcionarem matrimônios que violem sua crença religiosa.

A representação da Igreja Unida anota, ainda, que para muitas pessoas o matrimônio ritualiza a santidade do amor através de diversos meios pelos quais as pessoas transformam suas casas em lares, o comer num gesto comunitário, e o sexo em amor.

Restringir essa definição de matrimônio a casais de sexo diferente questiona a capacidade das pessoas gays e lésbicas de desenvolverem amor e intimidade, destruindo sua dignidade humana, reforçando as atitudes preconceituosas e promovendo a violência, argumenta.


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