Igreja Unida apoia casamento de homossexuais
TORONTO, Canadá, Outubro 12, 2004
A Igreja Unida, a maior denominação protestante do Canadá, manifestou apoio ao direito de casais Taxi Heathrow Airport do mesmo sexo de contraírem matrimônio legalmente.
Em representação ante a Corte Suprema do país, a Igreja Unida também expressou apoio, na quarta-feira, 6, para que religiosos e congregações possam decidir se celebram ou não o matrimônio religioso de casais do mesmo sexo.
O secretário geral do Conselho da Igreja Unida, Jim Sinclair, explicou que a denominação contribui para o debate sobre o tema ao proporcionar liturgias para matrimônios do mesmo sexo a seus membros. Mas ela também respeita o direito daqueles que, dentro da denominação, se opõem a tais serviços.
A Igreja Unida, disse Sinclair, apoia o direito de casais do mesmo sexo de terem acesso ao matrimônio civil, mas respeita, de forma inequívoca, o direito de cada congregação de rejeitar ou realizar tais cerimônias.
Embora não considere o matrimônio como um sacramento, a Igreja Unida dá uma importância muito grande ao compromisso contraído na presença de Deus e de testemunhas. O matrimônio é entendido como uma união na qual o pacto entre Deus e a humanidade se expressa e experimenta mutuamente.
Tanto os casais de sexo diferente como os do mesmo sexo compartilham a mesma dignidade humana e, em conseqüência, não existe impedimento teológico para que esses não participem dessa união, entende a Igreja Unida. Excluir casais do mesmo sexo da expressão de relação pactuada mina sua dignidade humana básica, sustenta.
A igreja também faz uma clara distinção entre matrimônio civil e religioso. "O matrimônio religioso não é, e não pode ser, afetado pela legislação proposta", precisa.
Isso significa que todas as comunidades religiosas do Canadá, sem importar o seu ponto de vista com relação aos matrimônios do mesmo sexo, têm o direito de determinar por si se oferecem matrimônio religioso a casais de confissões religiosas diferentes, a casais divorciados, ou a casais que não são membros da comunidade.
Acrescenta que a legislação proposta tampouco pode obrigar as comunidades religiosas contrárias à união entre pessoas do mesmo sexo a proporcionarem matrimônios que violem sua crença religiosa.
A representação da Igreja Unida anota, ainda, que para muitas pessoas o matrimônio ritualiza a santidade do amor através de diversos meios pelos quais as pessoas transformam suas casas em lares, o comer num gesto comunitário, e o sexo em amor.
Restringir essa definição de matrimônio a casais de sexo diferente questiona a capacidade das pessoas gays e lésbicas de desenvolverem amor e intimidade, destruindo sua dignidade humana, reforçando as atitudes preconceituosas e promovendo a violência, argumenta.
Ultimos titulares
Kobia visitará cinco países da América do Sul (Segunda-feira 11/1/2004) Cristãos pela paz emitem mensagem de esperança (Segunda-feira 11/1/2004) Livro aborda inserção de portadores de deficiência na igreja (Sexta-feira 10/29/2004) Igrejas evangélicas emitem declaração contra o tratado de livre comércio (Sexta-feira 10/29/2004) Mundo carece do testemunho não-fragmentado da Igreja (Sexta-feira 10/29/2004) Igreja Metodista prepara festa dos 75 anos (Sexta-feira 10/29/2004) ONU ouve posição do Vaticano sobre liberdade religiosa (Sexta-feira 10/29/2004) Atividades marcam mês da consciência negra (Quinta-feira 10/28/2004)

Portada
Início