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Quinta-feira, 28 de Outubro de 2004

Maia vence eleição no primeiro turno

RIO DE JANEIRO, Brasil, Outubro 4, 2004

 Mesmo sendo a capital mais evangélica do país, com cerca de 20% da população, o Taxi Heathrow Airport senador Marcelo Crivella, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e candidato pelo Partido Liberal (PL) à prefeitura do Rio de Janeiro, não conseguiu alcançar a meta do segundo turno. O prefeito César Maia, do Partido da Frente Liberal (PFL), garantiu no domingo, 3, com 50,08% dos votos, mais um mandato na Cidade Maravilhosa. Crivella fez 21,85% dos votos.

Na campanha do Rio a disputa política entre César Maia e Marcelo Crivella invadiu a seara religiosa. O candidato do PFL acusou o bispo da Universal e cantor gospel, em mais de uma ocasião, de abusar do discurso evangélico.

Crivella rechaçava a acusação, lembrando que "o candidato é o político, não o bispo". Outros candidatos também estavam na corrida à prefeitura do Rio, entre eles Luiz Paulo Conde, que contou com o apoio do ex-governador Anthony Garotinho.

A eleição foi decidida em dez das 26 capitais brasileiras. O Partido dos Trabalhadores (PT) conquistou seis capitais nas eleições de ontem - Aracaju, Belo Horizonte, Macapá, Palmas, Recife e Rio Branco -, e disputará outras oito em segundo turno, no dia 31 de outubro.

PT e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, firmam-se como os dois grandes partidos em âmbito nacional. Mas o PSDB não conquistou ainda, em primeiro turno, nenhuma prefeitura de capital. Ele disputará quatro capitais em confronto direto com o PT - São Paulo, Curitiba, Cuiabá e Vitória -, e concorre, ainda, em Florianópolis, Teresina e Natal.

No Rio Grande do Sul, o PT, que na eleição de 2000 chegou a 32 prefeituras, sobe para 41 prefeituras em 2004. O PSDB passa de 14 para 17 prefeituras. O maior perdedor foi o Partido Progressista (PP), conservador, que de 174 prefeituras conquistadas em 2000 ficará, a partir do próximo ano, com o mando em 133 prefeituras gaúchas.

O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) é a agremiação que deterá o maior número de prefeituras no Rio Grande do Sul: 136. Em 2000 ele estava no poder em 139 prefeituras dos 496 municípios do Estado.


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