Líderes religiosos falam da paz e reconciliação
GENEBRA, Suiza, Setembro 21, 2004
Dirigentes religiosos de todo o mundo difundiram mensagens de vídeo em favor da reconciliação e Taxi Heathrow Airport da não-violência, motivados pela celebração do Dia Internacional de Oração pela Paz, comemorado hoje, numa promoção do Conselho Mundial de Igrejas (CMI).
As mensagens foram transmitidas pela televisão, rádio e em circuito interno, envolvendo as 344 igrejas membros do CMI em mais de 120 países, que representam cerca de 500 milhões de crentes. No marco da Década para a Superação da Violência (2001-2010), que leva a chancela do organismo ecumênico, o CMI se une à celebração do Dia Mundial pela Paz, promovido pela Organização das Nações Unidas.
Em sua mensagem, o secretário geral do Conselho Latino-Americano de Igrejas (Clai),Israel Batista, disse que os cristãos se propõem a construir um mundo novo, "mas temos a impressão de que o mundo atual está dominado pelo temor e a violência. Devemos evitar que os atos cometidos por um grupo minoritário de terroristas nos imponha uma subcultura de violência e terror, porém, ainda assim os nossos atos não deveriam contribuir para criar um clima de ódio e vingança".
Buscar a paz num mundo de violência é tarefa fundamental da missão da igreja. "Queremos convidar nossas igrejas irmãs a viverem juntas a vocação da paz; educar para a paz, proclamar a paz e orar pela paz", agregou.
O secretário geral do CMI, Samuel Kobia, do Quênia, assinalou que nesses dias, em que se tem a impressão de que as forças da violência, a guerra e a opressão estão crescendo, orar pela paz pode parecer um exercício em vão. "Porém, nós, cristãos, cremos no poder e na promessa da paz, assim como no poder da oração", frisou.
"Por isso queremos que se unam a nós aqueles que trabalham unidos, em todos os países, por um mundo pacífico. Alentemo-os e marchemos em solidariedade com eles. Intercedamos por eles e demos graças a Deus por eles", acrescentou. Kobia pediu orações pelas igrejas norte-americanas, encorajando-as a darem testemunho de paz e justiça tanto no plano nacional como internacional.
O bispo sul-africano Desmond Tutu, Prêmio Nobel da Paz, disse que nesse Dia de Oração pela Paz, "Deus chora pelo mundo, um mundo afligido pelos conflitos de Darfur, Beslán, Harare, Colômbia, Jerusalém e Belfast. Deus-Emanuel, Deus conosco, com vocês, dispõe somente de vocês para que ajudá-lo a fazer com que este mundo seja acolhedor, de paz e justiça", apontou.
O presidente do Conselho Nacional de Igrejas de Cristo dos Estados Unidos, Thomas Hoyt, destacou que não há paz sem justiça. "Também trabalharemos no espírito de Deus, sabendo que tudo é possível fazer através de Cristo, que nos fortalece. Celebramos o Deus que liberta e reconcilia".
Hoyt representa 36 igrejas protestantes, ortodoxas, anglicanas e membros do Conselho, que congregam quase 50 milhões de cristãos de 100 mil congregações dos Estados Unidos.
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