Presbiterianos pedem proteção internacional
Manuel Quintero, BARRANQUILLA, Colombia, Setembro 9, 2004
Em carta dirigida a organismos cristãos internacionais e à igreja irmã dos Estados Unidos, o Taxi Heathrow Airport Presbitério da Costa Norte da Igreja Presbiteriana da Colômbia pediu a solidariedade e o acompanhamento desses organismos.
A carta, datada de 24 de agosto, é dirigida à Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, ao Conselho Mundial de Igrejas (CMI), à Federação Luterana Mundial (FLM), à Aliança Reformada Mundial (AMR) e ao Conselho Latino-Americano de Igrejas (Clai).
Os presbiterianos da Colômbia expressam preocupação frente ao quadro que se apresenta em relação ao trabalho diaconal que essa igreja realiza no acompanhamento da população desenraizada e na promoção e defesa dos direitos humanos.
Esse trabalho foi realizado há sete anos em coordenação com várias organizações sociais e ONGs de Direitos Humanos da cidade, no marco da chamada Coordenação de Direitos Humanos de Barranquilla, e nos últimos três anos através da Rede Ecumênica da Colômbia.
Desde o final do ano passado, por causa de vários atentados ocorridos em Barranquilla, pessoas presas pelas autoridades foram interrogadas a respeito dos líderes do Presbitério e das organizações que fazem parte da Coordenação de Direitos Humanos.
Em data recente, a sede do Presbitério foi vigiada e organismos de segurança tentaram relacioná-la como lugar de apoio logístico às FARC, a maior organização guerrilheira do país.
Embora o coronel Hernan Giraldo Restrepo, comandante da II Brigada, tenha negado que o Presbitério esteja sendo vigiado, no último dia 5 de agosto duas pessoas que se identificaram como membros da SIJIN – organismo de inteligência judicial – chegaram à sede do Presbitério perguntando pela Rede Ecumênica e pelo reverendo Milton Mejía, secretário executivo daquele organismo.
A carta, assinada pelo moderador do Presbitério, o pastor Jairo Barriga, manifesta que a vigilância e hostilidades são mecanismos de uma política oficial do governo destinada a estigmatizar "as organizações sociais de defesa dos Direitos Humanos e as ONGs que acompanham a população deslocada, fazendo-as parecer suporte de grupos guerrilheiros do país".
Os presbiterianos temem que estejam preparando uma possível eliminação da sua sede ou que realizem outras prisões de membros da Coordenação de Direitos Humanos ou da Rede Ecumênica em Barranquilla.
A carta termina pedindo à Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos e aos organismos cristãos internacionais que escrevam às autoridades colombianas para que respeitem e garantam o trabalho das organizações de Direitos Humanos que fazem parte da Coordenação de Direitos Humanos e da Rede Ecumênica.
Também pedem o acompanhamento "com presença permanente ou com visitas periódicas", assim como a realização urgente de uma visita "para dialogar com as autoridades locais sobre hostilidades e o vínculo que estão tratando de fazer entre o Presbitério e a organização guerrilheira".

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