Político evangélico deve ser um evangélico na política
PORTO ALEGRE, Brasil, Agosto 17, 2004
À medida que cresce a presença evangélica na sociedade e na política brasileira, igrejas e Taxi Heathrow Airport organismos dessa família confessional emitem cartilhas, cartas pastorais e decálogos arrolando diretrizes dirigidas a eleitores e candidatos com vistas às eleições municipais de 3 de outubro.
A Aliança Evangélica Brasileira (AEvB) preparou o "Decálogo do voto ético", com a intenção de contribuir ao processo eleitoral, "no qual o voto evangélico não seja manipulado, como muitas vezes já o foi". O décimo "mandamento" do decálogo enfatiza que "nenhum eleitor evangélico deve se sentir culpado por ter opinião política diferente da de seu pastor ou líder espiritual".
O Decálogo alerta, no quinto item, que "a diversidade social, econômica e ideológica que caracteriza a igreja evangélica no Brasil impõe que não sejam conduzidos processos de apoio a candidatos ou partidos dentro da igreja, sob pena de constranger os eleitores (o que é criminoso) e de dividir a comunidade".
A AEvB enfatiza que "nenhum cristão deve se sentir obrigado a votar em um candidato pelo simples fato de ele se confessar cristão evangélico". E sustenta que o político de fé evangélica tem que ser um evangélico na política e "não apenas um ‘despachante’ de igrejas".
O pastor presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Walter Altmann, indaga, em carta pastoral dirigida às congregações e departamentos da igreja, sobre a responsabilidade da comunidade cristã nas eleições e nos processos políticos. "Pelo amor, as pessoas cristãs são servidoras umas das outras (Gálatas 5.13), e esse servir inclui a política", responde.
A carta pastoral da IECLB lembra que o reformador Martim Lutero colocava o Evangelho acima de todas as coisas e que se pode entender, a partir de suas colocações, a relação entre fé e política como uma prática da soberania de Deus, Senhor tanto da Igreja como do Estado.
"Na Igreja alimentamos nossa fé pela palavra e pelos sacramentos. Em nossa vida pública exercitamos a justiça e o cuidado para com os mais fracos como propósito divino contra a tentação das injustiças e das exclusões", diz a carta pastoral.
Eleições, define o pastor presidente, "são um importante instrumento para a construção de uma sociedade livre e democrática, com um pacto social consistente, que promova a liberdade, a justiça e a paz". Elas estão implícitas, de certa forma, na compreensão evangélico-luterana de comunidade como "sacerdócio de todas as pessoas" ou como corpo de Cristo, pilares da teologia luterana.
Altmann destaca, na carta, que direitos humanos e cidadania são elementos necessários para a construção democrática de uma nova sociedade. Cidadania, frisa, requer ações como luta contra a miséria, a fome, a doença e o desemprego; exige esforços para extirpar violência e corrupção, desigualdades sociais e destruição do meio ambiente; demanda empenho em favor de educação e moradia para todos, de reforma agrária, de libertação do trabalho escravo e de um novo destino para as crianças de rua.
A carta pastoral da IECLB enfatiza que a atuação do cristão na política e na sociedade não termina com o voto, pelo contrário, "é com ele que começa e se aprofunda a nossa responsabilidade pública como pessoas cristãs".
O Sínodo Espírito Santo a Belém, da IECLB, lembra, em material que preparou para suas comunidades com vistas às eleições, que "não existe Igreja apolítica, no sentido de que sua pregação só se restrinja a uma fé que se alicerça em experiências interiores individuais e /ou individualizantes".
Alerta, contudo, que a Igreja, na função de guardiã da sociedade e de sentinela da política, "não pode assumir bandeira politico-partidária". O seu papel, aponta, é inequívoco: "animar as autoridades, quando empenhadas pelo bem comum; adverti-las, questioná-las e contestá-las, cobrando soluções, quando não possibilitam ou desvirtuam convivência digna no Estado e na sociedade".
O documento "Luteranos e sua postura política", do Sínodo Espírito Santo a Belém da IECLB, também dá diretrizes às comunidades no que diz respeito à aceitação de "ajuda" dos candidatos, principalmente para festas comunitárias.
"Essa ‘ajuda’ deve ser repudiada por todos os presbitérios, pois se trata de atitude e ato que visa a obtenção de votos. Os luteranos não vendem o voto deles, e, portanto, também não se prestam a receber tais tipos de ‘ajuda’. Pelo contrário, devem recusá-la com o argumento de que o poder econômico não deve ser usado para obter benefícios pessoais ou de determinados grupos", diz o texto.
Dos cerca de 120 milhões de eleitores há um expressivo número de "votos evangélicos", responsáveis por algo em torno de 20 milhões de votos. O dado torna-os um segmento cobiçado do colégio eleitoral, "criando o risco de alianças comprometedoras e prejudiciais para o futuro e a credibilidade de nossas instituições sociais, reduzindo o nosso voto a interesses particulares e em benefício de projetos institucionais e paroquiais", admoesta a carta pastoral da IECLB.
Voltado para um outro setor, o do mundo das companhias, o Instituto Ethos reeditou a cartilha "A responsabilidade social das empresas no processo eleitoral", com uma tiragem de 25 mil exemplares. O texto enfatiza que o financiamento deve estar associado à política de responsabilidade social da empresa, sob o risco dela macular a sua imagem se não o fizer.
A cartilha, informa a agência Adital, defende que "o financiamento de campanha deve ser compreendido como uma manifestação de cidadania empresarial, e não como um negócio". Ela condena a prática comum entre grandes financiadores, de fazer "doações para candidatos com propostas antagônicas, na esperança de manter boas relações com qualquer um que seja eleitor".
O Instituto Ethos recomenda que as empresas divulguem, ainda durante a campanha, os candidatos que estão apoiando e quanto estão doando para a campanha, e que promovam, em seu ambiente de trabalho, o debate político entre os funcionários, apresentando, por exemplo, os programas dos principais candidatos.
Prezados irmaos,
Gostaria de reforcar que, qualquer candidato "pode" estar mais comprometido com as causas sociais que um "dito" cristao. Mas quero dizer tambem que o candidato cristao tem algo que nenhum outro tem, o Espirito Santo, que se a pessoa der espaco para o Espirito Santo atuar, com certeza o candidato fara TODA a diferenca!!!
Sugiro que, assim como Daniel nao aceitou a comida do Rei, sugiro que os SERVOS de Deus que desejam fazer algo pelo Brasil comecem nao aceitando as injusticas que a classe politica costuma propagar, como 14, 15, 16, 17 e 18 salarios, aposentadorias milionarias e sigilo de voto e contas bancarias, imunidade politica... pois o proprio salario ja e muuuito maior que a esmagadora maioria da populacao!!!
Afinal nosso Mestre Jesus nos ensinou tudo pelo exemplo, portanto para fazer algo e servir ao pais, o politico que levanta a bandeira da injustica social deveria dar o exemplo tambem...
creio que agora mesmo o Espirito Santo vai tocar aos leitores e politicos que estao lendo este comentario para brotar fe e esperanca num pais transformado, pelo toque do Espirito Santo atraves de politicos comprometidos com a justica, verdade e Deus!!!
Assim, creio que brotarao politicos que se comprometerao publicamente com um salario menor, nenhuma vantagem pessoal como as descritas acima e registrar isto em cartorio, como prova de seu comprometimento pessoal. Este politico tem meu voto!

Portada
Início
Comenta este artigo