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Domingo, 7 de Novembro de 2004

Pastora destaca avanços na participação da mulher

Fernando Oshige, ACRA, Ghana, Agosto 6, 2004

Nos últimos anos foram registrados avanços significativos na América Latina quanto à participação da mulher na igreja e na sociedade, ainda que existam muitos outros problemas por resolver.

A avaliação é da pastora Migdáleder Mazuera, da Igreja Presbiteriana da Venezuela, quando da sua participação na Pré-Assembléia de Mulheres, reunida nesta capital de 27 a 29 de julho.

Mazuera destacou que a maioria das igrejas presbiterianas e reformadas da América Latina ordena mulheres ao ministério pastoral e reconhece a necessidade de compartilhar o papel de liderança entre homens e mulheres.

Admitiu, no entanto, que em algumas igrejas ainda se registram casos de discriminação, violência e abuso, porém esses são os segredos que melhor são guardados para evitar a deterioração da imagem da igreja.

Ela defendeu a necessidade de que os homens comecem a discutir nas igrejas o tema gênero, e facilitem o encontro e o diálogo com as mulheres.A pastora presbiteriana destacou que na Pré-Assembléia de mulheres da ARM houve mais coincidência que discordância com colegas de outras regiões, ao avaliarem os problemas que ameaçam a vida, e ao estabelecer os desafios às igrejas reformadas no mundo.

Problemas como a violência doméstica, o abuso sexual, a discriminação da mulher no trabalho, a "feminização" da pobreza, são comuns a todas as regiões do mundo, "e contra esses desafios temos que lutar", salientou a pastora Mazuera.

Existem outros problemas que afetam mais diretamente algumas regiões, como é o caso do HIV-AIDS na África, ou o trabalho das mulheres cristãs em um contexto multi-religioso e multi-cultural.

Em concordância com as conclusões da Pré-Assembléia, Mazuera afirmou que uma das principais ameaças à vida é o impacto da globalização econômica e a dominação política imposta pelas nações mais poderosas do mundo.

Por isso, a pastora expressou esperança de que a 24a. Assembléia Geral da ARM, que iniciou no dia 30 de julho e se encerra no dia 12 deste mês, assine compromisso pela justiça econômica e em defesa da vida no mundo.


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