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Sexta-feira, 12 de Novembro de 2004

Germán Zijlstra, novo presidente do Sínodo das Igrejas Reformadas da Argentina [Foto: CLAI]
Germán Zijlstra, novo presidente do Sínodo das Igrejas Reformadas da Argentina [Foto: CLAI]

Problema econômico é a principal ameaça à vida, diz Zijlstra

Fernando Oshige, ACRA, Ghana, Agosto 2, 2004

O secretário geral da Aliança de Igrejas Presbiterianas e Reformadas da América Latina (Aipral), Germán Taxi Heathrow Airport Zijlstra, disse, hoje, que a globalização econômica excludente constitui uma das maiores preocupações da região.

Ele pediu às igrejas dos países do Norte que intercedam perante seus respectivos governos para que se alcance uma nova ordem econômica mundial.

A globalização econômica, afirmou Zijlstra, significou para a América Latina e outras regiões do mundo marginalização, exclusão, fome, desemprego, deterioração do meio ambiente e perda da esperança para amplos setores da população,

Frente a essa dura realidade, o líder latino-americano solicitou compreensão e compromisso das igrejas dos países da América do Norte e da Europa para que apoiem solidariamente as demandas de justiça econômica formuladas por suas irmãs do Sul.

"Queremos que os irmãos dos países desenvolvidos vejam o número de vítimas que o sistema produziu. Que vejam como o pagamento da dívida nos afeta e como os Estados, para honrá-la, deixam de atender necessidades básicas de educação, saúde e alimentação", assinalou.

Zijlstra também é presidente da Igreja Reformada Argentina. Ele fez essas declarações em Acra, onde participa da 24ª Assembléia Geral da Aliança Reformada Mundial (ARM), evento que iniciou na sexta-feira, 30 de julho, e que se estenderá até o dia 12 de agosto.

O líder reformado disse que mantém o otimismo quanto à Assembléia, de que ela vá tomar uma posição clara de condenação da injustiça econômica no mundo, embora reconheceu que muitas igrejas dos países desenvolvidos não percebam a necessidade de um pronunciamento tão severo.

 "Elas acreditam que a posição dos países do Sul é simplista e baseada em ideologias", afirmou.

Apesar disso, Zijlstra disse que o início da discussão sobre justiça econômica no evento, nesta segunda-feira, mostrou mais acordo que discrepância entre delegados do Sul e do Norte.


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