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Sexta-feira, 12 de Novembro de 2004

Reformados abrem Assembléia enfocando o significado de vida plena

Fernando Oshige, ACRA, Ghana, Julho 30, 2004

Celebração litúrgica que contou com a presença do ministro da Agricultura da República de Gana, Taxi Heathrow Airport Courage Quashigah, de líderes políticos, diplomatas e autoridades eclesiásticas, inaugurou na sexta-feira, 30, nesta capital, a 24ª Assembléia Geral da Aliança Reformada Mundial (ARM).

Quashigah representou no evento o presidente da República John Agyekum Kufuor. Ele instou as igrejas para que cumpram sua tarefa profética e denunciem com veemência o pecado da opressão e da desumanização.

Falando para uma plenária de mais de 1 mil delegados, que representam 217 igrejas presbiterianas, reformadas, congregacionais, valdenses e unidas, de mais de 100 países, Quashigah pediu que as igrejas desenvolvam estratégias para ajudar os governos na reversão de tendências negativas, para salvar as nações da autodestruição e para que se alcance o progresso e o desenvolvimento dos povos.

A abertura da Assembléia aconteceu no Centro Internacional de Conferências e foi marcado pelo ritmo contagiante da música africana e pelo colorido das vestimentas. Um coral de mais de 100 vozes masculinas e femininas encheu o ambiente de música.

O presidente da Aliança Reformada Mundial, professor Choan Seng Song, da Igreja Presbiteriana de Taiwan, referiu-se à contribuição musical e à dança nas celebrações litúrgicas das igrejas africanas.

Disse que os reformados deram muita ênfase à Palavra e que agora deveriam também dar lugar destacado à dança como meio de expressão e comunicação da vida.

Ao referir-se ao tema da Assembléia – "Que todos tenham plenitude de Vida"-, Song indagou o que pode significar vida plena num contexto de dificuldades, de conflitos, de dor, no qual vivem muitas pessoas no mundo.

Como falar de vida plena, prosseguiu, em casos como o das mulheres violadas em concentrações sérvias, das vítimas das guerras tribais em Ruanda, dos massacres na Indonésia ou dos intermináveis conflitos entre israelenses e palestinos.

É possível falar de vida plena, respondeu, porque ela provém de Jesus Cristo, que também sofreu privações. Para Jesus, a vida plena é uma vida libertada, é vida no Espírito, uma vida de justiça e de esperança, e uma existência vivida com significado e propósito. "Ele não veio para salvar sua vida, mas para salvar as vítimas da discriminação e da opressão", disse.

A Assembléia é o organismo máximo da ARM e reúne-se a cada sete anos. O evento estende-se até o dia 12 de agosto. O tema da plenitude de vida será abordado do ponto do vista da justiça econômica, da cura e reconciliação, da cultura e paz, e do impacto da religião em sociedades plurais.


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