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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

Colombianos querem paz

Manuel Quintero, QUITO, Ecuador, Julho 29, 2004

"Os colombianos querem paz, venha ela de onde vier", disse o reverendo Yattenciy Bonilla no Taxi Heathrow Airport painel sobre a regionalização do conflito na Colômbia que abriu o fórum "Os povos indígenas pela paz e a vida".

O fórum é um evento da Federação Evangélica Indígena do Equador (Feine) e de organizações e igrejas cristãs nacionais e internacionais no marco do Fórum Social das Américas, reunido nesta capital.

O reverendo Bonilla, oriundo da Colômbia e professor no Seminário do Sul (Semisud) da Igreja de Deus, criticou, na sua intervenção, o "imperialismo de direita", que contribuiu para fomentar um sistema injusto, e os "extremistas de esquerda", que fomentaram o terrorismo, porque ambos fizeram mal ao país.

Muitos colombianos sequer sabem o que é o Plano Colômbia, mas sim, que são vítimas diariamente de seqüestros e do terror. Isso explica por quê o presidente Uribe tem um importante apoio popular: as pessoas estão cansadas da violência e vêem em sua gestão uma possível solução para a guerra interna, disse o reverendo.

Ele destacou que "os sistemas opostos" de esquerda e direita não servem, e que, em troca, deve ser buscada a justiça como base para alcançar a paz e a promoção humana.

"A paz no sentido bíblico significa integridade, velar pelos interesses e o bem-estar de todos; dali nasce a verdadeira paz", enfatizou.

Outro painelista, o politólogo equatoriano Carlos Ramos, disse que o conflito colombiano tem uma incidência que vai além das fronteiras do país, e perguntou qual poderia ser a resposta das igrejas a esse desafio.

"Não estamos muitos silenciosos, encerrados entre as paredes de nossos templos, pensando que dali poderá surgir uma solução?" – indagou.

Na opinião do politólogo, as igrejas devem comprometer-se em ações que crêem num ambiente contrário à violência que impera na região.

O painel foi a primeira das atividades previstas no fórum "Os povos indígenas pela paz e a vida", que reuniu centenas de representantes de igrejas evangélicas indígenas de numerosas províncias do Equador.

Visão Mundial, Compaixão Internacional, Conselho Latino-Americano de Igrejas, Confraternidade Evangélica Equatoriana, Igreja de Deus e Igreja Metodistas são algumas das instituições cristãs e denominações evangélicas que apoiaram a realização do fórum.