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Sábado, 6 de Novembro de 2004

Pentecostais convocam vigília e pedem acompanhamento do plebiscito

CARACAS, Venezuela, Julho 15, 2004

A União Evangélica Pentecostal Venezuelana (UEPV) destacou que o plebiscito do próximo dia 15 de Taxi Heathrow Airport agosto, que vai decidir a permanência ou a revogação do mandato do presidente Hugo Chávez, reafirma o espírito democrático da Constituição de 1999.

Os pentecostais pediram aos opositores do governo que ponderem e aceitem a opinião da maioria. Com o plebiscito a Venezuela dará um salto qualitativo no processo de deixar de ser uma democracia representativa, na qual o poder é delegado, para a construção de uma democracia de protagonismo e participativa, na qual o poder reside no povo, argumentam as igrejas pentecostais.

O plebiscito, destacam, é um direito do povo venezuelano, consagrado na Constituição de 1999 para revogar ou reafirmar seus governantes, mandatários, deputados e prefeitos ouvindo a vontade popular quando estiverem na metade de seus mandatos.

Em primeiro lugar, diz a declaração da UEPV, "fazemos um chamado às nossas igrejas pentecostais venezuelanas, aos líderes da oposição ao diálogo, ao respeito às diferenças, à aceitação da opinião da maioria e respeito à Constituição Nacional. Deve-se recuperar no país a capacidade para a crítica sadia, sem violências e ódios".

A UEPV pede às igrejas irmãs dos Estados Unidos, Europa, América Latina, ao Conselho Mundial de Igrejas, ao Conselho Latino Americano de Igrejas, ao Conselho Nacional de Igrejas de Cristo dos Estados Unidos, à Federação Luterana Mundial, e a outras instituições religiosas, para que acompanhem o processo venezuelano e que "incidam no governo norte-americano, que continua cortando recursos para semear mais violência e alterar a via democrática que o povo venezuelano tem tomado".

A declaração, assinada pelo bispo Gamaliel Lugo, presidente da UEPV, convida os organismos ecumênicos que se façam presentes na Venezuela, como observadores, entre os dias 13 a 17 de agosto, e que participem da vigília pela paz no dia 14 de agosto, véspera do plebiscito. Pede que "sejam vigilantes do plebiscito de 15 de agosto e anunciem ao mundo a verdade".

Uma explicação anexa ao documento assinala que os líderes da oposição ao presidente Chávez, que várias vezes tentou derrubá-lo com ações "perversas, repletas de ódio e de violência", não se sente segura frente à disputa eleitoral de 15 de agosto. "Isso se torna um cenário perigoso para a estabilidade democrática e pacífica do país", alerta.

Caso seja derrotada no plebiscito, a oposição "buscará de novo a violência, o descrédito das instituições democráticas da República, não aceitarão os resultados que o Poder Eleitoral anunciar, e serão capazes de matar algum de seus dirigentes para que finalmente vença a intervenção norte-americana", adverte.


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