Universidade Evangélica presta ajuda a habitantes do Musún
Trinidad Vásquez, MANAGUA, Nicaragua, Julho 12, 2004
Autoridades da Universidade Evangélica Nicaragüense (Uenic) viajaram na quarta-feira, 7, a Río Blanco, a 170 Taxi Heathrow Airport km ao norte da capital, para entregar alimentos, roupa e medicamentos aos flagelados de Cerro el Musún, onde morreram 25 pessoas por causa de deslizamento de terra após vários dias de chuva.
Cerca de 25% da colina foram arrasados pelas águas e outros 25% são áreas de alto risco, área incapaz de receber moradias.
Uma das vítimas é sobrinha da esposa do pastor Bienvenido López, da Igreja de Deus. Ela morreu estava grávida e faleceu junto com três filhos.
O presidente da Uenic, pastor Willian Gónzález, informou que a ajuda foi coletada entre estudantes, docentes e funcionários da universidade, que responderam solidariamente para ajudar as 30 famílias da comunidade atingida e que estão alojadas numa escola.
Em Río Blanco, o pastor da Igreja de Deus, Noel Torres Centeno, e o Comitê Pastoral do Conselho de Igrejas Evangélicas Pró Aliança Denominacional (Cepad), integraram-se no Comitê de Emergência e de Defesa Civil, que coordena o auxílio aos flagelados.
Na área de Musún, mais de 300 famílias perderam tudo no acidente natural causado pelos deslizamentos de lodo e pedras. O acesso ao local é difícil por causa das fortes chuvas.
O governo declarou estado de calamidade pública no departamento de Matagalpa, onde está localizada a colina de Musún. Na terça-feira passada, o Comitê Mãos que Ajudam e o Ministério Minha Família realizaram arrecadação pública para ajudar as 6 mil pessoas flageladas de Musún e de Cruz de Río Grande, esta última na região do Atlântico Sul.
O presidente da República, Enrique Bolaños, visitou a área atingida pelas chuvas e disse que os flagelados não poderão voltar a viver em seus sítios e parcelas. O governo buscará ajuda internacional para construir casas em locais mais seguros. O governo também solicitará ajuda para 11 mil pessoas atingidas pelas inundações em Prinzapolka, no Atlântico Sul.
O exército resgatou, no dia 30 de junho, uma famílias de Las Peñitas, nas encostas do Musún, que estava ilhada há cinco dias na montanha. O exército e o Ministério do Transporte e Infra-Estrutura trabalham na reconstrução das estradas destruídas.
Organismos ambientais sustentam que os deslizamentos ocorridos no Musún foram provocados pelo desmatamento para o negócio da madeira. O geólogo William Martínez disse que os deslizamentos são processos geológicos ativados por fortes tremores ou chuvas, e não pelo corte de árvores.
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