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Sábado, 20 de Novembro de 2004

Universidade Evangélica pede ao governo que dialogue com estudantes

Trinidad Vásquez, MANAGUA, Nicaragua, Maio 21, 2004

O reitor da Universidade Evangélica Nicaragüense (Uenic), reverendo Benjamín Cortés, pediu às autoridades do governo Taxi Heathrow Airport e do Conselho Nacional de Universidades (CNU) que busquem, no diálogo, uma solução negociada às demandas dos estudantes, que nos últimos dias tiveram violentos confrontos com a polícia.

O diretor do Departamento de Relações Internacionais da Universidade Cristã Politécnica (Upoli), Tomás Tellez, disse que eram tristes e lamentáveis os acontecimentos gerados nos protestos. Nas manifestações um policial foi morto e um estudante ferido a bala, dezenas de pessoas ficaram feridas e outras tantas foram presas.

Na quarta-feira, três estudantes da Universidade Nacional Agrária ficaram feridos ao enfrentarem a polícia. Os estudantes colocaram barricadas e interromperam o trânsito para o Aeroporto Internacional Augusto César Sandino.

Os líderes estudantis da Upoli pronunciaram-se em apoio às demandas universitárias, que consistem, essencialmente, que o governo cumpra o que está estabelecido na lei, de dedicar 6% do orçamento da República para a educação superior.

O comunicado da Uenic lamenta a morte do policial Róger Rodríguez, vítima de projétil lançado pelos estudantes em Jinotepe, a 45 km ao sul de Manágua. A nota conclama estudantes e polícia a não agravarem ainda mais a instabilidade social e política no país.

O líder da União Nacional de Estudantes da Nicarágua (Unen), Yaser Martínez, declarou que a luta será mantida até que se cumpra o preceito legal dos 6%. Ele denunciou a polícia de usar armas de fogo para reprimir os protestos e citou o caso do jovem Carlos Silva, ferido a bala na perna e no braço esquerdo.

Martínez chamou de "Rambo" o ministro do Interior, Julio Veja, mas disse que não teme sua ameaças. "Ele está alentando uma rebelião estudantil ainda maior", assinalou.

Funcionários do governo dizem que o CNU gasta mal parte dos 6%, dando enormes somas à Unen e aos sindicatos das universidades. O presidente do CNU, Telémaco Talavera, respondeu que o presidente Enrique Bolaños, que se encontra em Taiwán, é arrogante e mentiroso ao dizer que já entregou a maior parte dos 6%. Talavera afirmou que até o momento só foram destinados 4,59% dos 6% previstos.


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