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Terça-feira, 16 de Novembro de 2004

Encontro de famílias confessionais conclama à unidade

SANTIAGO, Chile, Maio 20, 2004

O II Encontro de Famílias Confessionais Latino-Americanas encerrou seus trabalhos, ontem, com uma exortação dirigida Taxi Heathrow Airport às igrejas da América Latina para que cresçam juntas em comunidades de fé, justiça, eqüidade, paz e para que trabalhem na transformação da sociedade.

O encontro congregou na capital chilena, de 17 a 19 de maio, 65 bispos e bispas, presidentes e presidentas, e outros dirigentes de igrejas cristãs de 15 países da América Latina, convocados pelo Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI) "para avançar, sob o discernimento do Espírito Santo, no processo de edificação da Igreja do Senhor".

Também participaram do evento representantes do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), da Conferência de Igrejas da Europa e do Conselho Nacional de Igrejas dos Estados Unidos.

A declaração final do encontro pede, em meio às dificuldades, problemas e sofrimento que padecem os povos, orações especiais "para situações muito delicadas vividas em países como Colômbia, Venezuela e Cuba, que correm perigo de intervenções militares externas; e países como Bolívia, Equador e Peru, que enfrentam profunda crise econômica e social que ameaça sua estabilidade política".

Essa realidade exige pressa na busca de alternativas, soluções, cura e salvação. "Ou abrimos as portas e corações de nossas igrejas para dar respostas, ou as desmantelam", citou o documento. Essa é "uma oportunidade grandiosa que o Senhor nos dá neste momento da história", assinala.

"Reconhecemos que nossas estruturas eclesiais são muito frágeis, que nossas congregações têm crescido à margem do poder em nossos países e têm ministrado a partir da pobreza econômica e da debilidade", admite a declaração.

Ela agrega, contudo, que "essa é a nossa força; ai está a riqueza; nela radica a nossa contribuição. Precisamente porque nunca tivemos instalados no poder secular nem o possuímos é que podemos desenvolver a missão de Jesus à maneira de Jesus. É por isso que temos que depender da força e da adição do Espírito de Deus, no lugar de depender do nosso dinheiro, inteligência ou prestígio".

A declaração diz que "dependemos da força do amor não-violento de Deus" e não "do poder das armas; da solidariedade comunitária e humana, em vez do individualismo competitivo, solitário e desumanizante; da adoração, cooperação e apoio entre cristãos e cristãs em nível intereclesial, interdenominacional ou ecumênico, nacional, regional e internacional, e não do isolamento e sectarismo ao qual o mundo nos quer acostumar", afirma.

A mensagem anima os cristãos latino-americanos a crescerem numa espiritualidade integral e a exercerem "um ministério dirigido para a dimensão intelectual, emocional, espiritual e física do ser humano em sociedade, evitando as polarizações entre o espiritual e o material, e entre as igrejas com diferentes ênfases".

"Com a ajuda de Deus edificaremos igrejas caracterizadas pela unidade, o amor e a justiça", conclui a declaração.


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