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Terça-feira, 22 de Junho de 2004

Evangélicos negam ter recebido benesses do Estado

SANTO DOMINGO, República Dominicana, Maio 17, 2004

O presidente da Confederação de Unidade Evangélica (CODUE), Reynaldo Franco Aquino, rechaçou as versões publicadas Taxi Heathrow Airport no vespertino El Nacional. O jornal informou que organismos de segurança do Estado estão investigando o destino dado às facilidades concedidas pelo governo a congregações religiosas e pastores evangélicos na importação de veículos livre de impostos.

O jornal afirmou, ainda, que algumas congregações e pastores de igrejas evangélicas foram beneficiados pelo governo com até 20 liberações de taxas para trazerem carros e ônibus, que logo eram vendidos.

Franco Aquino negou que essa instituição, representativa das igrejas evangélicas, tenha recebido qualquer tipo de benefício e que tampouco as receberam membros da CODUE. Ele pediu aos organismos de inteligência do Estado, que, segundo El Nacional deram a informação, esclareçam se isso é verdade.

O presidente da CODUE declarou ao jornal Hoje que fará contato com o Departamento Nacional de Investigações (DNI) para solicitar o esclarecimento do caso.

Aquino revelou que o CODUE recebe por volta de 17 milhões de dólares em doações procedentes da Europa, Estados Unidos e outros lugares, e que não tem necessidade de pedir tais liberações, nem tampouco as pediram.

"Nós seguimos acreditando que a Igreja Evangélica constitui uma grande parte da reserva moral da nação, e solicitamos aos organismos de segurança do Estado oferecer um relatório público e claro como resultado dessas investigações", disse Franco Aquino.

"A Confederação Dominicana de Unidade Evangélica não assinou, no presente período governamental, uma única petição de exoneração", agregou. Ele não descartou a hipótese de que funcionários do governo tenham concedido exonerações a pessoas sem a devida representação institucional, como se fazia em governos anteriores.

"No podemos fazer una avaliação da situação, porque não temos nenhum tipo de controle a respeito desses casos", disse.

Destacou que não é correto os pastores pedirem exoneração ao Estado, mas admitiu que, se algum evangélico decidiu vender algum benefício recebido, seria para reverte-lo a alguma necessidade da igreja, porque não gozam de nenhum tipo de ajuda governamental.

Em suas declarações ao Hoje, Franco assinalou também que não descarta a hipótese de existirem grupos que queiram prejudicar a Igreja Evangélica, depois que foi firmado o pacto social, ainda que não possa acusar ninguém de maneira direta.