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Sexta-feira, 16 de Julho de 2004

Luis Alberto Luna Tobar, responsável da área de Ecumenismo da Igreja Católica [Foto: M. Quintero]
Luis Alberto Luna Tobar, responsável da área de Ecumenismo da Igreja Católica [Foto: M. Quintero]

Dom Tobar retorna às relações ecumênicas

Manuel Quintero, QUITO, Ecuador, Abril 21, 2004

A designação do bispo emérito Luis Alberto Luna Tobar como encarregado das relações ecumênicas por Taxi Heathrow Airport parte da Igreja Católica foi recebida com alegria pela Fraternidade Ecumênica Equatoriana, que realizou nesta capital sua celebração mensal no Convento de São Francisco.

Nos últimos seis anos, a representação máxima católica na vida ecumênica nacional ficara com dom Julio Terán Dutari, que foi bispo auxiliar de Quito até sua recente nomeação como bispo de Ibarra.

A nomeação de Terán Dutari para a diocese de Ibarra e as novas tarefas inerentes ao cargo motivaram a Conferência Episcopal Equatoriana a designar o bispo emérito Luna Tobar como seu substituto.

Luna Tobar é um pioneiro do ecumenismo no Equador e um dos principais artífices dos encontros ecumênicos de alcance continental nos anos 80 do século passado, o primeiro dos quais teve como cenário a diocese de Cuenca, onde atuava como bispo.

"Sinto que nasci ecumênico, e não posso ver diferenças no humano", disse Luna Tobar em seu primeiro encontro, nesta quarta-feira, com a Fraternidade Ecumênica.

"Quando no Equador os evangélicos eram perseguidos e aconteciam casos de violências contra eles, não tive dúvidas em me aproximar dos pastores para defendê-los. Numa ocasião, inclusive salvei um deles de uma tenda na qual extremistas católicos atearam fogo", relatou o bispo emérito.

"Dessas relações fui aprendendo o humanismo e tantas verdades, e fui reafirmando a minha crença ecumênica", destacou.

Logo depois referiu-se aos primeiros contatos com o CLAI e o então secretário geral, pastor Felipe Adolf. Desse contato resultou a idéia de realizar a primeira consulta de bispos e pastores da América Latina e do Caribe, com o tema "Os movimentos religiosos contemporâneos e seu desafio a nossas igrejas", realizada em Cuenca, em novembro de 1986.

Uma frase da homilia de abertura de Luna Tobar nesse encontro marcou todos os participantes, recordou o pastor Adolf, presidente da Fraternidade Ecumênica.

Luna Tobar pregou sobre o encontro dos caminhantes de Emaús com o Senhor ressuscitado, e disse: "Até que não sejamos capazes de repartir juntos o pão, não vamos nos reconhecer".

Agora, o bispo emérito de Cuenca volta ao campo ecumênico, com a convicção de que tem o apoio do mesmíssimo João Paulo II.

"O Papa tem-me distinguido sempre com um afeto especial, e tem-me dito que devo prosseguir na minha linha ecumênica, na minha linha de franqueza", disse.

"Creio que o ecumênico é o natural e temos que fazer todo o possível para solucionar os problemas que tornam difícil a comunhão entre os seres humanos. Esse é o verdadeiro futuro da humanidade", concluiu.


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